Uma abordagem à motivação no trabalho

É uma verdade de “La Palice”, mas não deixa de ser uma verdade, que a motivação maior das nossas vidas é a felicidade: a felicidade pessoal e obviamente a profissional, a tão desejada realização profissional. Efetivamente, também na vida profissional os conceitos de motivação e felicidade andam de mãos dadas. Felicidade e satisfação no trabalho carecem de motivação e só dessa forma haverá uma implicação plena e produtiva com a organização.
Sabemos, no entanto, que o conceito de motivação não esteve sempre presente no vocabulário organizacional, se recuarmos às primeiras teorias organizacionais, como por exemplo o Taylorismo do início do séc. XX. De acordo com a Teoria da Administração Científica preconizada por F. W. Taylor, gros–so modo, era dado realce às tarefas, de modo a se obter o máximo rendimento do operário. Com a transição para a Teoria das Relações Humanas de Elton Mayo, que a meu ver continua pertinente no mundo atual, a ênfase passa a ser dada às pessoas, daí a introdução do importante conceito de motivação. Parte-se agora do pressuposto de que o comportamento das pessoas nas organizações e, logo, o rendimento no trabalho, é influenciado por múltiplos fatores motivacionais, como sejam as recompensas sociais ou simbólicas, lideranças efetivas, as interações sociais estabelecidas. Faria também para mim sentido abordar neste âmbito outros autores como Maslow e a sua Hierarquia das Necessidades ou a Teoria dos dois Fatores de Herzberg, mas não cabe aqui essa abordagem e concetualização. Direi apenas que acredito na importância da valorização do capital humano numa organização, mormente na organização escolar. A promoção da motivação e da satisfação dos atores escolares é fundamental para uma implicação plena na prossecução dos objetivos da própria organização. E esse desiderato é, possivelmente, uma das tarefas mais exigentes para as lideranças organizacionais, escolares ou não. Pelo menos para quem acredita, embora obviamente não de forma exclusiva, no uso de uma determinada linguagem no repertório organizacional, nomeadamente em: motivação, comunicação, liderança(s), auto-realização, em oposição aos limitadores conceitos clássicos de autoridade, hierarquia, etc.

Maria da Conceição de Magalhães Pereira
Diretora do A.E. de Fazendas de Almeirim

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