Uma ideia e um projeto

A definição de Cultura tem andado por sítios que não lhe dizem respeito. Há um conjunto diversificado de investigadores que se tem debruçado regularmente sobre este tema e, por razões de cada um, apresentado as suas próprias definições e entendimentos. Neste curto espaço escrito muito pouco se poderá dizer.
Desde Bauman, Steiner, Humberto Eco e muitos outros, que se têm estabelecido parâmetros de análise e definição que revelam a constante mudança e o que poderemos classificar como a dialética da Cultura. A ligação à moral e aos aspetos religiosos não podem esquecer a ética e as normas legais de comportamento humano em cada uma das sociedades.
Se a sociedade ocidental apresenta valores e comportamentos ditos culturais mais humanistas, direi mesmo, mais aceitáveis no conceito de civilização, há que considerar a evolução do cristianismo, que permitiu mudanças e transformações mais compatíveis com a nossa vida comum e na relação entre povos e diferentes sociedades.
Mas o que importa será, no restrito campo local, afirmar a importância da Cultura e as diferenças existentes com outras formas de comportamento e ação. A Cultura não se pode confundir com aprendizagem, com as regras do conhecimento. Por isso não se pode afirmar que haverá um perigo de morte desta, tendo em conta as alterações de comportamento e interesse que se verificam nas camadas jovens da nossa sociedade.
A globalização exige novas respostas e as sociedades precisam de estar atentas e encontrar os caminhos certos. Situação difícil e, por vezes, complicada.
O trabalho desenvolvido por todos os agentes ditos culturais tem sido muito intenso.

Eurico Henriques
Historiador

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