Burlões de água atacam em Almeirim

Vários indivíduos estão a fazer abordagens pessoais e por telefone aos clientes da ÁGUAS DO RIBATEJO alegando problemas na qualidade da água e propondo soluções de filtragem para garantir a qualidade do consumo. Os clientes que adquiriram os equipamentos e serviços sentem-se enganados e alguns vão recorrer aos tribunais para suspender contratos que custam milhares de euros. A AR informa que não tem em curso qualquer estudo junto da população e garante que todos os seus colaboradores estão devidamente identificados. Em caso de dúvida deve contactar a ÁGUAS DO RIBATEJO ou a autoridade policial.

Segundo os relatos que chegaram à AR, os vendedores têm atuado essencialmente no concelho de Almeirim, mas já chegaram relatos de contactos nos concelhos de Alpiarça, Torres Novas e Benavente. As abordagens são feitas em espaços públicos e por telefone com recurso a números não identificados.

As estratégias comerciais, alegadamente, recorrem a dados falsos sobre a qualidade da água. Os vendedores fazem experiências com recurso a reagentes para alterar a tonalidade, sabor e aspeto da água e provocar o assentamento dos seus minerais, criando um cenário de medo entre os consumidores e potenciais compradores dos “equipamentos de purificação”

A ÁGUAS DO RIBATEJO (AR) garante, mais uma vez, que a água que abastece os cerca de 150 mil consumidores dos concelhos de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Coruche, Chamusca, Salvaterra de Magos e Torres Novas, é de boa qualidade e totalmente segura para consumo humano. A convicção da AR assenta nas cerca de 10 mil análises realizadas anualmente segundo o Plano de Controlo de Qualidade da Água em curso.

No concelho de Almeirim, por exemplo, os resultados das últimas análises revelam o cumprimento integral (100%) dos valores paramétricos analisados como podem certificar em: https://www.aguasdoribatejo.com/output_efile.aspx?id_file=5014.

A qualidade da água na região é reconhecida pela Entidade Reguladora (ERSAR), Direção Geral de Saúde e Autoridades Locais de Saúde, não havendo qualquer razão para desconfiança.

Vários clientes que assinaram contratos com empresas que, alegadamente, garantem o tratamento da água para consumo em suas casas, consideram-se enganados quando percebem que para além da compra dos equipamentos estão sujeitos ao pagamento de mensalidades para alegada monitorização e controlo da qualidade da água e manutenção dos sistemas de purificação. Há contratos que custam milhares de euros aos clientes e alguns já procuraram ajuda junto da DECO e recorreram a advogados para tentar renunciar aos contratos.

A AR, corroborando uma posição da Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA)reforçada pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) reitera a sua preocupação sobre a utilização deste tipo de “purificadores da água”. A informação do regulador sobre esta matéria pode ser consultada no site da ERSAR em:  https://www.ersar.pt/website/ViewContent.aspx?GenericContentId=699&SubFolderPath=&Section=Consumidores&FolderPath=%5CRoot%5CContents%5CSitio%5CConsumidores%5CPerguntasFrequentes%5CConsumidor_Qualidade e https://www.ersar.pt/website/ViewContent.aspx?GenericContentId=700&SubFolderPath=&Section=Consumidores&FolderPath=%5cRoot%5cContents%5cSitio%5cConsumidores%5cPerguntasFrequentes

Perante as suspeitas indiciadas nos métodos utilizados por algumas empresas vendedoras de sistemas de purificação da água, as autoridades competentes estão a investigar as denúncias de alguns consumidores e da AR junto do Ministério Público.

 

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