Xutos e Pontapés atuam pela primeira vez em Almeirim

Os Xutos e Pontapés atuam brevemente em Almeirim numa organização do União de Almeirim. O acordo foi estabelecido no dia 14 junho em Lisboa e vai permitir a realização de um Festival na cidade com uma das melhores bandas portuguesas.

André Mesquita, Presidente do União, justifica a realização deste Festival com a “necessidade de colmatar as dificuldades de tesouraria do clube agravadas pelo sufoco das dívidas anteriores”, mas também porque “sabemos que o Clube e a Cidade conseguem criar um grande evento musical e queremos que todas as pessoas que nos visitem se possam divertir e sentir orgulhosas por estar presentes numa festa desta dimensão”. A escolha dos Xutos e Pontapés foi fácil porque “reuniu consenso por ser transversal a todas as idades e ser a maior banda portuguesa”, destacou ainda o líder do clube que “espera a maior enchente de sempre no D. Manuel de Mello”. Mais de três décadas depois do início da sua carreira, os Xutos & Pontapés são o emblema do rock n’ roll em português, cantado por portugueses, para portugueses, donos de um acervo de clássicos que faria muitas bandas roerem-se de inveja. Verdadeiros “animais de palco” que vivem para a festa dos concertos em que cimentam a sua ligação indestrutível com um público sempre presente à chamada, com os braços cruzados em X a celebrar a longevidade de uma longa carreira rock neste cantinho à beira-mar plantado. Duas guitarras a abrir, uma bateria a bombar, o baixo a marcar a pulsação, 1-2-3-4, três acordes básicos e a correria desenfreada do cavalo à solta. Há 37 anos que é assim e vai continuar a sê-lo enquanto Tim, Zé Pedro, Kalú, João Cabeleira e Gui continuarem a acreditar na força do rock’n’roll, na energia de estar em palco e a partilhar estas canções com o público que fez delas hinos. Os Xutos continuam a ser a locomotiva rock’n’roll que arrasta multidões. Gerações inteiras, pais e filhos, juntos a celebrarem canções que já fazem parte da nossa história, da nossa vida. Por tudo isto, 37 anos de Xutos — que se comemoraram a 13 de Janeiro— é obra! E é obra que continuará a ser marcada com a festa que, 36 anos a correr, “de Bragança a Lisboa”, merece.
Nome grande da música, cabeça de cartaz do Festival que terá ainda uma outra banda no dia 16, sexta-feira, mas o clube não revela, para já, o seu nome.

 

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