Com a dita “cunha”, tudo se consegue!

Há muito que nos deparamos no nosso dia-a-dia com esta humilde expressão de que para conseguir o tal sonho de vida é fundamental ter o tal compadrio.
Ao longo da minha vida profissional (Sempre em empresas privadas) e pessoal tive oportunidade de constatar que tudo isso não passa de uma desculpa típica do ser humano para ofuscar a pouca competência para determinado lugar/cargo que ambiciona.
Salvaguardando os casos de gestão danosa ou de grande apetite pelo sexo oposto (Mistura da atividade profissional com a pessoal), não estou a ver um empresário que olhe para o seu património e não queira multiplica-lo! Por tal, quando se fala recrutamento e seleção, pensa-se sempre nos melhores profissionais do mercado.
Naturalmente que na maior parte dos casos, os pais, mães, familiares e amigos e o próprio indagador de emprego, acham que tem o melhor perfil, encontrando sempre defeitos em quem foi selecionado para um determinado cargo em seu detrimento. Mal seria se assim não fosse!
Desenganem-se, pois no que diz respeito ao emprego no privado, o que mais se busca são competências que tragam valor acrescentado para as empresas, atitude para o sucesso e despois em igualdade de circunstâncias poderá funcionar o chamado networking, ou seja, a rede de contactos que cada um possui.
É comum encontrar nas escolas crianças que trabalham para passar de ano e lá vão conseguindo! Sendo com grande esforço e sacrifício que conseguem notas medianas, em muitos casos, não sedimentando os conhecimentos adquiridos o que se traduz a médio prazo em jovens inseguros no seu futuro. A cultura das redes sociais, consolas e desporto (como alvo do almejado futuro de sucesso) torna-se mais fácil do que exigirem trabalho na construção do futuro, pois o compadrio pode ultrapassar essa dificuldade!
Quem procura emprego deve lutar por aquilo que dá mais paixão fazer ou buscar dentro das suas competências, aquelas que são mais fortes. Só assim poderão aproveitar as melhores oportunidades de trabalho no mercado. Esqueçam lá as “cunhas”!

 

António D’Oliveira – Empresário

.