Da esquerda para a direita: 3 Festas

1. Começam este fim de semana as Festas da Cidade de Almeirim. Palco de trabalho e rendimento extraordinário para muitas associações, são também o triunfo de uma regulamentação excessiva e um hino à cartelização dos preços. Sendo prática comum e não exclusiva da nossa autarquia – associações académicas, festivais de verão, etc – não deixa de ser curioso que umas festas destinadas às associações sejam uma amarra nos pulsos das mesmas. A um liberal como eu, que não acredita em excessões saudáveis quando se trata da liberdade de escolha, afigura-se um tema recorrente mas que não me canso de discutir. Essencialmente a ideia é esta: Está presente quem a Câmara quer, sujeita a mais ou menos pressões dos que por lá vão estando, e mais estranho ainda, ninguém pode vender fora dos preços tabelados. A cerveja, a título de exemplo, e por haver fornecedor único, custa X e nem mais nem menos que isso. O Zé da esquina que se atreva a querer ganhar um pouco menos de lucro e a vender um pouco mais barato. O argumento vai-se repetindo, e inclusive com grande sucesso junto de algumas associações que o abraçam – “se todos vendermos ao mesmo preço, é mais justo para todos”. Ora mal vai o critério de justiça quando não tem em conta a liberdade de escolha do consumidor e a liberdade de fazer dinheiro de quem vende.
É que está à vista de ano para ano o quanto vale tornar um “regulamento” tão hermético: os do costume a fazer dinheiro e mais ninguém a se atrever a tentar. Uma festa cada vez mais fraquita, que nos vai valendo quase já pelas picarias.

2. Soubemos na semana passada que o Bloco de Esquerda, juntamente com o PEV e o PAN, na sua lógica mais ou menos fascizante de impor costumes e regular morais, quiseram fazer passar na Assembleia da República um projecto que impedia os menores de 18 anos de participar em espectáculos tauromáquicos. Com o argumento repetido do “espéctáculo degradante e condicionador de mentalidades”, estes 3 partidos – tão representativos da sociedade das minorias impostas – tentaram impor mais uma vez a vontade de meia dúzia a um mundo de gente que trabalha e dá trabalho. Temos em Almeirim, por acaso, bons exemplos de jovens, que, mais recentemente ou noutros tempos, iniciaram a sua actividade na tauromaquia sem darem provas até hoje, de serem bárbaros ou gente pouco civilizada. Tenhamos cuidadinho com o que deixamos impôr por decreto, sob pena de caminharmos a largos passos para uma enérgica ditadura dos burocratas. Pior, dos burocratas fascistas higiénicos.

3. O CDS local foi a votos no passado fim de semana e voltou a reeleger o João Vinagre como presidente. Além de meu amigo, tem bom carácter, coluna vertebral (que bastante vai faltando por aí) e vontade de trabalhar. Que esta mudança na lista que o acompanha signifique uma renovação profunda na concelhia e seja um pontapé de saída certeiro para as próximas autárquicas. É que com ou sem coligação, a direita em Almeirim tem a obrigação de eleger um vereador que a represente sem medo de dizer ao que vai.

Diogo Pascoal
Partido Popular
Estudante Universitário

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