Uma casa que parece um museu (c/fotos)

Numa das tardes quentes do mês de outono, e a convite do advogado Francisco Oriol Pena, O Almeirinense foi conhecer a casa da família na Rua da Alagoa. À beira da piscina terminámos um par de horas bem passado a beber um café, a comer uma broa e a trocar dois dedos de conversa. Mas já lá vamos …

Pelo meio, a felicidade de conhecer um espaço cheio de história da família, desde as ligações à Casa Agrícola, à vinha e ao vinho até à carreira do avô de Francisco, o saudoso médico Almeirinense Dr. Álvaro Gonçalves. O neto guarda a bicicleta pasteleira que o médico utilizava e com os documentos originais. Francisco mostra ainda com orgulho os antigos utensílios médicos utilizados pelo avô e também o espaço onde mais tarde o pai (veterinário com o mesmo nome) montou o seu consultório de médico veterinário. Nos armazéns, o pé direito dos espaços impressiona, mas também a existência de objetos antigos que são autênticas relíquias. Cavalariças para mulas e cavalos, era assim o trabalho nos campos com dois cocheiros em permanência na casa.

De tudo, o mais impressionante é uma caldeira para destilar vinho, que chegou a trabalhar 24 horas por dia e com dois homens por turno sempre a carregar lenha, e a chamada Adega Velha. Um espaço com história, desde o século dezanove e com cascos ainda bem conservados apesar dos quase 200 anos.
No centro da cidade, os muros altos e o jardim muito bem cuidado deixam que se ouça, apenas, o cantar dos pássaros enquanto voam entre as árvores que ajudam a dar sombras numa tarde como a que estava nesta visita.

 

Fotogaleria:

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