André Mesquita responde a ex-funcionária

Mara Rodrigues, ex-funcionária do U. Almeirim, processou o clube e pediu em tribunal de trabalho 25 mil euros de indeminização. Ao que o nosso jornal apurou, clube e ex-funcionária não chegaram a acordo e o caso vai avançar para julgamento em janeiro de 2017.

Em causa estão, na versão antiga funcionária, falta de pagamento da segurança social, horas extraordinárias, diuturnidades e indemnização por justa causa. O U. Almeirim não concorda com os argumentos apresentados e argumenta que “desde o inicio deste projeto, tudo temos feito para defender o bom nome do nosso clube. Nesse sentido, a má postura daqueles que reiteradamente atentam contra os valores desta Instituição, obrigam-nos a desenvolver todas as diligências necessárias ao seu afastamento”. A direção diz também que “diversas foram as vezes que tentámos evitar entrar em polémicas que em nada dignificam o União de Almeirim. Sempre adotámos uma postura mais discreta e ao mesmo tempo transparente, para assim rompermos com o passado, devolvendo a credibilidade que o União já teve outrora e que lhe foi retirada por alguns dos seus ex-dirigentes negligente e displicentemente. E não fosse esta direção certamente teriam acabado com uma das mais antigas Instituições desta cidade”.

Em resposta ao processo de Mara Rodrigues, o Presidente, André Mesquita enumera alguns argumentos pare defender a tese de que o U. Almeirm tem razão neste caso: “Quando chegámos ao clube, a Sra. D. Mara comunicou-nos que era credora de algumas quantias do clube; Essas quantias reclamadas foram àquela pagas de imediato; Em face daquele reiterado incumprimento das anteriores direções do clube encetámos contactos com o Instituto da Segurança Social, apresentando o União de Almeirim uma proposta de regularização dos valores em divida, que foi aceite e que ainda hoje têm vindo a ser pagos, não obstante todas as dificuldades por que passa o Clube; Aliás, após a entrada desta direção, todos os compromissos junto da Segurança Social e da Administração Fiscal, em particular com esta trabalhadora do clube sempre foram religiosamente cumpridos, circunstancia que infelizmente já há muito não era usual; Durante o tempo em que a Sra. D. Mara, trabalhou ao serviço do União de Almeirim, no mandato desta direção, sempre cumpriu horário de trabalho que melhor satisfazia os seus interesses pessoais; Arranjou pasme-se, um outro emprego, que colidia com o horário de trabalho no União de Almeirim; Esta direção não condescendendo, procurou falar com esta trabalhadora, tanto mais que o seu desempenho deixou de ser o ideal e recomendado; E esse desempenho reduzido já era constatado em mandatos anteriores aos da atual Direção do União de Almeirim; Não satisfeita a Sra. D. Mara cometeu conduta que jamais poderíamos branquear, vendo-nos forçados a encaminhar o assunto para a via judicial. Estamos perante uma conduta ilícita daquela senhora que jamais poderíamos ocultar; E confrontada com a referida situação, a Sra. D. Mara apresentou pedido de desculpas, solicitando ainda a revogação do seu contrato de trabalho, de forma a que acabasse o seu vinculo laboral junto do União de Almeirim e dessa forma pudesse aceder a subsidio de desemprego junto da Segurança Social; E aceite que foi pela direção do União de Almeirim, a revogação do contrato de trabalho, da trabalhadora Mara entrou a partir desse momento em gozo de férias; Foi solicitado à contabilidade do União de Almeirim a elaboração das contas finais da trabalhadora em questão; A Sra. D. Mara reuniu com o contabilista do Clube, aceitando os valores que lhe foram então apresentados; O União de Almeirim liquidou de imediato o mês corrente e os respectivos proporcionais tendo ainda apresentado àquela trabalhadora os valores finais a pagar pela revogação do contrato de trabalho daquela; Porém, na posse das contas finais a Sra. D. Mara optou por se aconselhar com duas pessoas: O Sr. Dr. Joaquim Pisco, distinto advogado de Almeirim e não menos conhecido politico da nossa cidade; Faustino Ferreira, antigo Presidente do clube, geriu o União de Almeirim de forma muito peculiar. Tendo feito coisas boas e despendido muito do seu tempo em prol do Clube, também as fez más, encarando esta direcção a possibilidade de apresentar queixa-crime por Gestão danosa, que será posta à consideração dos associados do clube na próxima assembleia geral; Crê esta Direcção que a instauração de uma acção judicial reclamando o pagamento da quantia de mais de 25.000,00 Euros, mais não é que uma forma menos clara de obter beneficio que desconhece-se se será licito; E não menos estranho é que a única testemunha apresentada pela Sra. D. Mara, no processo que moveu contra o União de Almeirim é não mais que o Sr. Faustino; Entende a Direcção do União de Almeirim que com a acção judicial movida pela Sra. D. Mara se está perante uma verdadeira afronta a todos aqueles que tudo têm feito para colocar o clube no lugar de destaque que tanto merece”, conclui André Mesquita.

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