Alargamento da “Estrada do Meio” com pernas para andar

Com vista ao alargamento da “Estrada do Meio” decorreu esta segunda feira a reunião marcada pelo Presidente da Câmara de Almeirim para “trocar ideias” com os proprietários dos terrenos localizados nessa estrada.

A reunião teve como objetivo sondar os proprietários dos terrenos sobre se estariam ou não de acordo em ceder alguns metros dos seus terrenos para ser possível o alargamento da via. Os proprietários falaram sobre as suas principais preocupações face ao alargamento da via, que passam pela perda de estruturas já montadas, espaço para manobrar os veículos agrícolas e comprometer as linhas de água que passam pelos terrenos, que os agricultores usam para regar os campos. Outra das grandes preocupações dos proprietários é a segurança. Com o melhoramento da via, os agricultores preocupam-se com a velocidade a que os condutores vão passar a circular. Uma das medidas propostas para precaver esta situação foi a limitação da velocidade a 50 ou 70km/h; visto que se trata de uma estrada fora de localidade o limite situa-se nos 90 quilómetros horários.

Nas primeiras conversações, apontou-se à cedência de 5,50m de terreno de cada lado da estrada.

Em declarações ao “O Almeirinense”, Pedro Ribeiro diz considerar um investimento necessário pois esta via representa um dos principais “meios de escoamento dos produtos agrícolas do concelho de Almeirim” referindo ser “um apoio à economia agrícola”. O Presidente da Câmara referiu que uma das preocupações do lado executivo serão algumas árvores, que delimitam os terrenos, podendo haver questões de proteção ambiental, isto é, poderão tratar-se de espécies protegidas que não podem ser retiradas. Segundo Pedro Ribeiro “É uma decisão unânime dos proprietários que há necessidade de alargar a estrada para que tenha condições em termos de segurança e mobilidade”.

A obra terá início assim que todos os proprietários concordarem com a cedência da parte necessária dos terrenos para o alargamento e será uma obra “que não será começada hoje e acabada amanhã” afirma desde já o Presidente. Para evitar riscos de abatimento da estrada a obra será um processo algo demorado, pois terá que se esperar que o terreno fique compacto para se proceder ao alcatroamento final da estrada. O líder do executivo esclarece também que “esta intervenção não algo que se possa fazer de cinco em cinco anos, por isso terá que se fazer a pensar nas próximas décadas”.

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