Sant’Irene um novo grupo que chega para ficar

Foi em Setembro do ano de 2015 que se iniciaram os trabalhos, quando dois amigos e ex-colegas do Seminário Patriarcal de Lisboa, aliás ali colegas de guitarradas, Gustavo Pimentel e António Baptista, se reencontraram, já em percursos académicos distintos, para convergirem então num novo projeto inter-disciplinar.

Tendo o António acabado de ingressar no curso de Ciências Musicais, na FCSH-UNL, em tempo oportuno o Gustavo (estudante de História na FLUL) o convidou a pegarem no Romanceiro da Ribeira de Muge, recolhido e publicado por Manuel Evangelista, da aldeia de Paço dos Negros (Almeirim), portanto material até ali virgem e extremamente rico e bem preparado para servir de matéria-prima a um qualquer bom projeto musical. Em Abril de 2016, juntou-se à empresa Clara Curado, jovem violoncelista do Conservatório de Música de Santarém e, curiosamente, prima do Gustavo pelas partes maternas, tendo-se vindo a conhecer ambos apenas no seio do projeto. Em Outubro seguinte, juntou-se à equipa José Blanco, intrépido violoncelista com uma invejável folha de serviço musical, e mais uma vez pela via da amizade compartilhada com o António.

O Romanceiro da Ribeira de Muge, interpretado pelos “Sanct’Irene Ensemble” trata-se do primeiro de muitos projetos que o grupo quer levar a cabo na região de Santarém. Sendo então esse o seu principal objetivo profissional – estudar, cantar e divulgar o património musical ribatejano, seja de tradição oral, seja de arquivo. Santa Irene (ou Iria) é a padroeira de Santarém, santa que lhe deu o nome, porventura de um intenso culto local ou regional nos tempos medievais – daqui um cunho regional. Por outro lado, em grego significa também “Santa Paz”, por analogia e interpretação que pode ser feita, a “Paz de Deus”.

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