CGTP acusa Sumol-Compal de espremer trabalhadores

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, acusou esta terça-feira a Sumol+Compal de pagar salários abaixo do mínimo estabelecido por lei (557 euros), exigindo a intervenção imediata do Ministério do Trabalho, mas a empresa rejeita a acusação.

“É inadmissível que em setembro de 2017 continuemos a ter uma empresa com a responsabilidade da Sumol+Compal a pagar um salário inferior” ao salário mínimo nacional (SMN), afirmou Arménio Carlos, que falava em frente à unidade da empresa em Pombal, onde se realizou uma concentração que contou com a participação de mais de 50 trabalhadores.

Para o secretário-geral da CGTP, “o Ministério do Trabalho, a Autoridade para as Condições do Trabalho] e a DGERT [Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho têm de intervir imediatamente não só para que os salários sejam atribuídos de acordo com o que a lei estabelece como mínimo, como inclusive para penalizar a empresa”.

Questionada pela agência Lusa, fonte oficial da Sumol+Compal afirmou que a empresa “cumpre a lei” e que nos mais de 1.250 trabalhadores que tem em Portugal “não há nenhum que tenha uma remuneração base inferior” ao SMN, sublinhando que o salário base mínimo na empresa é de 575 euros.

No entanto, a agência Lusa teve acesso a dois recibos de vencimentos de trabalhadores da empresa do presente ano, tendo constatado haver vencimentos base de 551 euros e de 545 euros, sendo que o salário dos trabalhadores só era superior ao SMN quando contabilizado o subsídio de harmonização (no valor de 23 euros).

Fonte: TVI 24

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