Federação esclarece: Jogadores contratados à Ac. Santarém podem custar quase dois mil euros

O U. Almeirim solicitou a colaboração do At. Pernes e do Benfica do Ribatejo para evitar indeminizar a Ac. Santarém em perto de 1400 euros. Está em vigor um novo regulamento da Federação Portuguesa de Futebol que prevê pagar aos clubes formadores, mediante um coeficiente que aumenta proporcionalmente ao número de atletas que são transferidos para o mesmo clube.

O jornal O Almeirinense sabe que apesar de terem sido inscritos pelo At. Pernes e Benfica do Ribatejo, estes atletas nunca jogaram nem treinaram em Pernes ou em Benfica do Ribatejo e o U. Almeirim suportou as inscrições dos atletas nestes clubes.

Se a Ac. Santarém não tivesse equipa de juniores, o U. Almeirim não teria de pagar qualquer verba. Caso o clube escalabitano entendesse também podia abdicar de receber desta verba.

Agora, a Federação esclarece que as barrigas de aluguer não são legais e os clubes de origens têm que ser indemnizados. Assim, a forma que o U. Almeirim arranjou pode afinal custar quase dois mil euros: os 1400 das compensações a que se junta o valor que deu ao At. Pernes e Benfica do Ribatejo.

A Federação Portuguesa de Futebol terá dito que:
1- Sempre que na mesma época desportiva um praticante seja inscrito num determinado Clube e, posteriormente, ainda na mesma época desportiva, noutro Clube de destino, deve ser sempre considerado para efeito de aplicação da Taxa Progressiva, o Clube de origem na época anterior e o Clube final de destino;

2 – Na situação referida no ponto anterior, deve ser aplicado a Taxa Progressiva e a Associação distrital ou regional respetiva, deve proceder ao débito do valor em causa na conta corrente do Clube final de destino (segunda ou terceira inscrição na mesma época), e ao crédito na conta corrente do Clube de origem na época anterior desse mesmo praticante;

3 – Deve ainda a Associação distrital ou regional respetiva, informar os dois Clubes envolvidos (Clube de origem e Clube de destino final), do procedimento efetuado. Finalmente, deve ainda informar o Clube de destino final e o Clube colaborante na tentativa deliberada de contornar a implementação da Taxa Progressiva, de que serão efetuadas as comunicações aos conselhos de disciplina, com vista à aplicação de sanções do foro disciplinar.”

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