O desafio de Paulo Teixeira: Da Lapónia a Lisboa passando por Almeirim

Paulo Teixeira e as três patudas, a equipa Golden Heart, ao fim de dois anos e dez meses numa longa caminhada pela Europa, passaram por Almeirim.

Amigo Paulo, como gosta de ser conhecido, é na natural de Lisboa, perdeu o emprego ao fim de mais de vinte anos a servir à mesa e ao balcão e não demorou muito até ser obrigado a largar o apartamento alugado, no Barreiro. Estava farto de sentir que era um peso demasiado pesado para a família. Antes de começar a sua jornada começou a andar a pé três a quatro horas seguidas, mas em tempos correra em maratonas e sabia que ao fazer caminhadas organizava as suas ideias. Pensou que não tendo trabalho poderia caminhar.

Começou sem destino, mas tinha um sonho relata que “o destino certo era tentar desembaraçar-me pela estrada e conseguir ultrapassar dificuldades humanitárias e monetárias. Eu tinha de fazer alguma coisa com as minhas patudas (ndr: nome pelo qual trata os três cães) e então pus-me na estrada”.

Com o seu carrinho e as suas três cadelas já percorreu um vasto caminho. Em Portugal esteve em variados locais como no Bombarral, Caldas da Rainha, Óbidos, Fátima, visitou o Mosteiro da Batalha, Santarém e agora Almeirim. Esteve também na Suécia e na Lapónia.

Afirma que começou esta jornada por “dificuldades da vida, nos últimos três anos antes da partida, portanto desta grande aventura, a história da Golden Heart, é claro que as dificuldades da minha vida originam para que eu tivesse de pensar em novas ideias e tentar desembaraçar-me na vida que é assim mesmo”.

Chegou à Lapónia em Fevereiro de 2016, foi “uma viagem atribulada, muito violenta em relação à falta de condições, à falta de nutrição, essas coisas todas da minha parte e da parte das patudas também”, durante a viagem encontrou “muita gente boa e que nos ajudou durante este tempo todo”.

Em Almeirim foi visto na estrada e convidaram-no para ficar hospedado por cá, sendo muito bem recebido, fez amigos “aqui é um caso para dizer um grupo de amigos almeirinenses, foram realmente extraordinários comigo”. Teve tempo ainda de provar Sopa da Pedra e confessou “sopa da pedra é fixe, tomara eu que tivesse essa sopa do princípio ao fim nesta história” admitiu que é uma sopa bastante nutritiva e que gostou muito.

De Almeirim “saio com boas recordações”, “foi muito bom sem dúvida” e afirma que vai fazer parte da história de “Coração de Ouro”, um livro que pretende publicar com toda sua história.

Rita Valério

.