O génio é português

De seu nome, Diogo António Espírito Santo Ventura. Nasceu em Lisboa, a 4 de novembro de 1982. Adotou o nome de “Diego” por influências de seu tio que também se chamava Diego. Foi para Puebla dél Rio, com dois meses de idade.

Seu pai, João António Ventura, era equitador de cavalos na mítica família Peralta, sediada perto de Sevilha. Com apenas seis anos de idade toureou um bezerro na tenta dos Peralta. Sonhava ser rejoneador.

Com 16 anos apresentou-se pela primeira vez em público num “Pueblo” perto de Puebla d’el Rio. Foi o início de uma carreira imparável. Ao longo das anteriores temporadas, pautou a sua carreira, em constante ascensão, com muita humildade, trabalho e competência.

Diego Ventura viveu na temporada de 2017 um ano sabático simplesmente genial. Oportunamente será galardoado pelo Salão Internacional do Cavalo de Sevilha, como reconhecimento da sua trajetória profissional no ano em que soma por triunfos as suas atuações. Diego Ventura conquistou tudo e todos pela sua capacidade profissional e, sobretudo, por conseguir com as suas montadas aquilo que até há pouco tempo se pensava completamente impossível.

Diego ventura atuou em 39 corridas (das quais quatro em Portugal: Moita, Estremoz, Beja e Montijo), saindo 31 vezes em ombros pela Porta Grande, cortou 83 orelhas e oito rabos, além de ter “indultado” em Múrcia um toiro da ganadaria de Los Espartalles.

Os números de troféus obtidos falam por si! Foi uma temporada soberba. O toureiro sem limites de Diego Ventura ficou espelhado, recentemente, em Vila Franca de Xira, no Festival de Homenagem Póstuma a José Palha. Só quem viu pode descrever o indescritível triunfo alcançado por Diego Ventura, um génio. E é “português”!

 

 

 

Foto: João Dinis

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