Não basta parecer… Temos de o ser…

Nos últimos dias de 2017, o caso RARÍSSIMAS, veio expor uma situação impensável na nossa sociedade. Acresce, ao tudo acrescentado e negativo, o facto de estar a “falar” de uma Instituição Nacional de Deficiências Mentais e Raras que funciona com apoios sociais e financeiros públicos e privados.
Não pretendo, de modo algum, fazer da minha crónica qualquer comentário / reflexão ao tema Raríssimas, mas sim potenciar o ideal que “Não basta parecer… Temos de o ser…”.

A minha preocupação / reflexão vai muito para além do caso divulgado. Existem milhares de pessoas que dão o seu contributo em prol de Instituições Sociais, umas de forma profissional e por isso mesmo são remuneradas, mas existem milhares de pessoas em Portugal que participam nessas mesmas Instituições Vvoluntariamente e sem qualquer retorno financeiro. Nomeadamente, nos órgãos sociais, que essas mesmas instituições são obrigadas, por lei a ter. Imaginem agora como será no futuro, quando as pessoas tiverem muito menos confiança nos cargos e receio em fazer parte dos mesmos. Nenhuma Associação / Instituição poderá funcionar sem essas pessoas mesmo que tenham imensos recursos humanos e financeiros porque a legislação a isso obriga.

Temos todos, no nosso dia-a-dia, de primar pelo rigor e pela transparência no nosso trabalho e quando desempenhamos funções sociais em favor da nossa sociedade muito mais. Somos obrigados a isso porque a nossa imagem e a nossa família o merece. O nosso nome e o nosso apelido são a nossa história e o nosso legado que devemos honrar e perpetuar em nome dos nossos antepassados e descendentes.

Daí o tema da crónica, Não basta parecer… Temos de o ser …, que é uma analogia ao tão conhecido provérbio: “À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta. …”. Não importa a ordem parecer ser ou ser parecer. Importa sim, no dia a dia, que as nossas ações sejam condizentes com os valores que essas mesmas instituições têm como referencias e para o qual foram criadas.

Temos de perceber que, a exposição pública, é “uma coisa tramada” e que expõe tudo o que fazemos e que nos rodeia de uma forma incrível. Temos de perceber que viveremos num mundo muito melhor se respeitarmos quem nos rodeia pelo exemplo e pela honestidade porque somos a referência de muitas crianças e elas são o futuro.

P.S. Aproveito este espaço, para desejar umas magnificas festas e um inesquecível ano de 2018. Faço e desejo a todos votos que os vossos desejos se realizem em 2018 com muita saúde, alegria e paz.

Vasco Carvalho – Professor

.