Da esquerda para a direita: Educação

Desde 1984 que a legislação portuguesa prevê a educação sexual nas escolas, sendo publicada em 2009 a lei que estabelece o seu regime em meio escolar, nomeadamente no ensino básico e secundário. Esse diploma determinava prazos para a sua aplicação, incluía a criação de Gabinetes de apoio ao aluno nas escolas e definia a articulação destes com as unidades de saúde. No entanto, após 9 anos da sua aprovação, verifica-se que não está a ser aplicada na maioria dos estabelecimentos de ensino.

Há 9 anos, “chocavam-se” os pais quando se dizia que os filhos iam começar a ter educação sexual nas escolas, muitas notícias se fizeram acerca do tema, mas a realidade mostra que ficamos aquém do pretendido, com consequências para a saúde dos jovens. Hoje ainda se debate a importância do tema, quem deve ser o professor mais indicado a lecionar a disciplina, com que idade se pode começar a ter aulas de educação sexual, mas esquecem-se que os jovens continuam a viver a sua sexualidade.

Muito se “chocam” os encarregados de educação, mas a realidade é que os adolescentes curiosos como são, têm as suas experiências sexuais sem as devidas precauções, estando pouco prevenidos para as consequências do ato, continuam a existir mães adolescentes, alastram os comportamentos de risco com o menor uso de contracetivos e aumentam os casos de doenças sexualmente transmissíveis. Os jovens ecologistas vão lançar campanha nacional sobre Educação sexual nas escolas, com o propósito de sensibilizar os cidadãos, de modo a que os jovens possam viver uma sexualidade saudável, responsável e informada.

Ana Rita Fernandes – CDU Almeirim

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