Intervenção na Terapia da Fala

Atempadamente é fundamental que os pais estejam atentos a um conjunto de sinais de alerta ao longo do crescimento da criança, permitindo intervir no “timing” mais adequado.

Afirmações como:
“Isso passa-lhe com a idade…!”
“Ainda é muito pequenino para fazer Terapia da Fala…!”, na grande maioria dos casos não são verdadeiras.

Ainda existe uma grande tendência para pais e clínicos (médicos de família, pediatras…) adiarem situações na esperança de que as crianças superem as suas dificuldades sem ajuda especializada.

Não se é “ demasiado pequenino ou muito crescido para fazer Terapia da Fala”. A idade não deve ser “o fator” determinante para procurar ou não o parecer de um Terapeuta da Fala, mas sim as dificuldades que a criança pode apresentar ainda antes dos 3 anos.

A Terapia da Fala tem uma larga abrangência de atuação, desde a neonatologia à geriatria, ou seja, desde o dia em que nascemos até ao nosso último dia de vida.
Sendo assim, a intervenção do terapeuta da fala não se restringe a idades e deve iniciar-se o mais cedo possível, de preferência quando o problema é detetado. As crianças que iniciam a terapia numa fase precoce do seu desenvolvimento, mesmo antes dos três anos, tendem a obter resultados mais rapidamente e com maior sucesso do que as crianças que iniciam a terapia tardiamente.

Isto não significa que crianças mais velhas não façam progressos na terapia, estes também se verificam, mas, frequentemente, de forma mais morosa, uma vez que as crianças utilizaram e automatizaram padrões errados durante muito tempo que terão que ser corrigidos, reaprendidos e novamente automatizados. Mas, convém referir que o sucesso da terapia depende de muitos outros fatores, como por exemplo a colaboração ativa dos pais.

Infelizmente, questões de saúde em geral e/ou situações do desenvolvimento motor, ainda têm maior importância que questões relacionadas com a Comunicação, Linguagem e Fala, desvalorizando-se estas últimas. No entanto, são áreas de extrema importância, uma vez que podem comprometer severamente outros domínios na vida da criança, prejudicando o seu bem-estar e da família, as relações com os pares e com os adultos, a autoestima e mesmo as atuais e/ou futuras aprendizagens escolares.

Caso tenha alguma dúvida relativamente ao desenvolvimento linguístico do seu filho, não hesite em marcar uma consulta de avaliação com um Terapeuta da Fala. Este, melhor que ninguém, lhe dirá se a situação é típica do desenvolvimento infantil, ou se, por outro lado deve ser alvo de intervenção.

 

Terapeuta da Fala
Maria Fronteira

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