TVI denuncia irregularidades na Federação Portuguesa de Taekwondo envolvendo almeirinense

José Luís de Sousa, com raízes em Almeirim, é o homem que, apesar das denúncias ao mais alto nível, se mantém impune, denunciou a TVI, numa reportagem de Ana Leal. São centenas de documentos que põem em causa a gestão da Federação Portuguesa de Taekwondo, um desporto olímpico, medalhado, financiado com dinheiros públicos.

A sua presidência atravessou já vários Governos, diferentes secretários de Estado, uma teia de cumplicidades que conta com a conivência do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), que acumula na gaveta queixas de gestão danosa.

São muitas as irregularidades detetadas ao longo dos anos. Num dos casos, por exemplo, questionam-se mais de 30 mil euros em quilómetros debitados à federação, o equivalente a mais de 84 mil quilómetros realizados só num ano.

No extrato de conta da federação, a que a TVI teve acesso, muitas dessas deslocações foram pagas ao presidente, que se limitou a justificar genericamente com deslocações de corpos diretivos. Noutros casos, José Luís de Sousa alegou deslocação com viatura própria, mas nunca especificou os itinerários ou disponibilizou sequer os mapas de quilómetros. “Eu nunca os mostrei [os mapas de quilómetros] porque no momento em que os estavam a pedir era uma assembleia-geral, como deve calcular numa assembleia-geral, naquele local, não se levam os documentos para apresentação desses mapas. (…) Posso informar que esses mapas estão nas contas. Se entenderem e quiserem ver, a federação terá todo o prazer e honra em mostrar esses documentos”.

Mas a polémica não é de agora. O Tribunal Arbitral do Desporto já em 2016 emitiu um parecer em que considera que José Luís Sousa não é presidente da Federação Portuguesa de Taekwondo, uma vez que o ato de renúncia “não carece de aceitação” nem admite retratilidade.

O Jornal O Almeirinense tentou por várias ocasiões e de várias formas obter esclarecimentos de José Luís de Sousa, que não se mostrou disponível.

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