Da esquerda para a direita: Combustíveis

Semana após semana o preço dos combustíveis atinge valores históricos. Segundo dados da Comissão Europeia,mais de metade do preço de venda dos combustíveis em Portugal resulta de taxas e de impostos,sendo o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos o que representa a maior fatia do valor pago pelos consumidores.

Imposto este que foi revisto e aumentado pelo atual governo em 2016,alegadamente de forma a garantir uma receita fiscal mínima com a vaga promessa que esse aumento teria um retrocesso, caso os preços subissem. Os preços efetivamente subiram e de igual forma a sua carga fiscal, ao invés da promessa que outrora o atual governo fez, dando o dito por não dito e tornando cada vez mais insustentável os valores cobrados.O gasóleo este mês já ultrapassou 1,40 euros p/ltr (0,62cent sem impostos) e a gasolina mais de 1,56 euros p/ltr (0,61 s/impostos) ocupando a 10ª e 5ª posição nos 28P/UE com valores mais altos. Esta situação é o reflexo crasso de uma austeridade encapotada vinda de uma estratégia que se tornou perita em simulações.

Publicitando aumentos e ganhos económicos que são fornecidos com a mão direita e retirados com a mão esquerda.É importante compreender que os combustíveis são consumidos por toda a população e empresas,estas representam uma enorme fatia responsável pelo movimento económico do País. Sem empresas não existem empregos, assim como sem pessoas não existem empresas. Este aumento insano que tenho vindo a referir origina uma pressão e condicionamento em todos setores de atividade, os portugueses vivem hoje com sofrimento e indignação este pesadelo que bate recordes. Façamos a reflexão, se abastecermos o nosso carro com 100 euros de gasóleo,cerca de 55 euros vão para os cofres do estado.

Pedro Rodrigues – JSD Almeirim

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