“Queremos atingir uma subida de divisão rapidamente”

André Coelho Luís é o novo treinador do HC Os Tigres para a temporada 2018/2019.

O que é que o fez aceitar este projeto?
Um projeto interessante, um projeto que eu vinha a tentar alcançar há algum tempo como treinador principal, fui treinador principal e de formação a nível do Hóquei Clube Torquel, mas de seniores fui apenas adjunto e gostava muito de assumir um projeto meu. E a direção dos Tigres de Almeirim acabou por me fazer essa proposta, que foi muito aliciante e que tem pernas para andar, e senti que era uma excelente oportunidade para mim e para o clube, para podermos progredir juntos e chegar longe.

Este desafio de lutar pelos primeiros lugares é desafiante também para si?
Sim, a ideia é essa, é estarmos nos lugares cimeiros, quem sabe, queremos atingir também uma subida de divisão, rapidamente. A ideia é essa, é colocarmos a equipa num patamar que não se tem conseguido alcançar nos últimos dois anos. Principalmente, fazer um trabalho rigoroso, um trabalho que vai custar a alguns, porque há algumas mentalidades que têm que ser mudadas e vamos com tudo.

O que é que conhece já do clube da cidade?
Da cidade conheço muito pouco e do clube tenho conhecimento, através das pessoas que estão envolvidas na minha vinda para Almeirim, e conheço os jogadores. O plantel não está fechado, temos algumas situações ainda pendentes mas queremos fechá-las o mais rapidamente possível e começar a trabalhar sobre isso. Vou tentar conhecer um pouco melhor do clube e da cidade porque isso alicia-me e é importante para mim também.

Mas já conhece a Sopa de Pedra?
Já conheço bastante bem, e já comi algumas vezes aqui em Almeirim.

E as caralhotas, conhece?
Não, caralhotas não conheço.

Historicamente, a nossa série é uma série muito competitiva e muito difícil. Está preparado para essas dificuldades?
Sim, o que disse faz todo o sentido, acho que o nível tem sido pouco nivelado, a série tem sido um pouco nivelada por baixo, mas este ano vai subir, os níveis das outras equipas também estão mais altos, estão-se a reforçar muito bem e nós queremos estar nesse patamar, num patamar de cima.
É um desafio muito aliciante para mim, para os jogadores, para toda a estrutura e eu acho que temos todas as condições para lá estar, mas vamos ter que trabalhar muito e mais que os outros para conseguir.

Falou na subida de divisão, mas, no entanto, parece-me que terá dito que não seria já no próximo ano. Será este um projeto a médio/longo prazo?
Não, a ideia é estarmos nos lugares cimeiros e alcançarmos o mais rápido possível a primeira divisão. Aquilo que temos projetado é ser logo no início, mas se não for no primeiro ano, talvez no segundo. Quem sabe, para mim é um projeto que tem mais do que um ano, é um projeto com dois anos. Foi aquilo que acordámos na primeira abordagem que tivemos, mas queremos subir, e se for já em 2018/2019, melhor.

Ainda como dizia, o plantel está aberto, parece então que haverá uma mistura de bastante experiência e alguns jogadores mais jovens, é isso?
Sim, a ideia é essa, é criar alguma estabilidade com elementos um pouco mais maduros, alguns elementos que transitaram do plantel anterior e também adicionar alguns atletas ao plantel com alguma juventude, porque isso é muito importante. Será preciso que os jogadores se queiram mostrar, que queiram jogar na primeira divisão, porque só com esse foco e com essa ambição é que vamos conseguir.

Quando é que começará a temporada?
Previsivelmente, será no início de setembro. O campeonato este ano começa um pouco mais tarde, começa a 20 de outubro. Portanto, vamos talvez fazer sete microciclos antes, o ideal são seis, mas sete semanas de treino, provavelmente, porque a equipa é muito nova, no sentido em que há muitos jogadores novos no plantel, portanto vamos ter que nos entrosar o mais cedo possível.

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