Da esquerda para a direita: IC3/EN118

Passado o tempo dos grandes investimentos que dotaram o país de um invejável conjunto de infraestruturas rodoviárias, a margem esquerda do Tejo ficou amputada deste desenvolvimento porque a ligação da A13 à A23 nunca foi concretizada.

A EN118 é uma estrada caótica, que atravessa diversas localidades e sedes de concelho, e a construção da A13 Marateca/Almeirim não resolveu o problema. A conclusão do IC3 V.N. Barquinha/Chamusca/Almeirim nunca se efetuou, apesar de diversos estudos e organismos considerarem esta obra estruturante para o desenvolvimento da região da Lezíria e do Médio Tejo. Pela EN118 circulam diariamente milhares de veículos, e grande parte são veículos pesados. Muito deste trânsito de pesados é causado pelo facto de existir na Chamusca um importantíssimo centro de tratamento de resíduos – com dois CIRVER e unidades de tratamento de resíduos hospitalares – que serve todo o país. Conclusão: corre entre nós um rio de resíduos que junta à sua natural perigosidade a consequente poluição ambiental e sonora.

Também, com a construção do futuro aeroporto civil do Montijo, é previsível que a pressão sobre a EN118 aumente fortemente. Os constrangimentos orçamentais do país são conhecidos. Mas os socialistas do Ribatejo têm de continuar a pressionar os governantes para que se conclua a ligação do IC3 à A10. Talvez seja a altura de o poder central ouvir as propostas do presidente da Câmara de Almeirim quanto à sua resolução: o envolvimento direto das câmaras e das comunidades intermunicipais na execução da obra. Estaria aqui um bom exemplo da anunciada descentralização.

Gustavo Costa – PS Almeirim

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