Da esquerda para a direita: O Flagelo

Nos últimos dias fomos confrontados com uma enorme vaga de incêndios na Grécia, segundo as autoridades locais estão confirmadas centenas de vítimas. Por mais que tentemos, foram elevados e onde dezenas de famílias ficaram desalojadas até aos dias de hoje.

Este flagelo acontece com demasiada frequência,sendo primordial que as responsabilidades sejam apuradas,tanto na sua origem como na sua extinção.Mesmo com as condições climatéricas a registarem temperaturas altas/ventos fortes, torna-se difícil acreditar que incêndios desta proporção se iniciem, exatamente ao mesmo tempo em locais diferentes e distantes. Umas das principais razões de existência dos focos de incêndio prendem-se seguramente por mão criminosa.

O estado tem aqui um papel preponderante, a moldura penal para este tipo de atos criminosos deve ser revista e deve existir uma pena pesada para estes atos. Algo que não acontece atualmente,ora de 2001 a 2015 apenas 48 incendiários foram condenados à pena de prisão efetiva. Já em 2016, por exemplo,a maioria dos inquéritos abertos pelo crime de incêndio florestal acabou arquivado e apenas 3% chegou a julgamento.São dados reais e impressionantes em que se o seu desfecho for comparado ao de um caso recente de um grupo de jovens idiotas que decidiu invadir a academia do seu clube favorito só porque os resultados não eram os esperados até à data, e acabaram imediatamente em prisão preventiva e entre vários crimes a ser julgados por terrorismo.

Em época de Influenciadores digitais, funcionará com maior velocidade a justiça portuguesa consoante o grau de mediatismo do caso?

Pedro Rodrigues – PSD Almeirim

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