Alunos provocam desacatos na Escola Moinho de Vento

Pelo menos três alunos da Escola Moinho de Vento tem provocado desacatos com os colegas daquele estabelecimento de ensino. A situação já ocorre há várias semanas e levou mesmo a uma reunião entre os encarregados de educação e a coordenadora da escola, que se recusou a prestar declarações a O Almeirinense.

A situação mais grave que um dos envolvidos perpetrou envolveu um objeto cortante que terá usado para cortar o cabelo a alguns colegas tendo numa das situações provocado mesmo um corte.

O almeirinense chegou à fala esta segunda-feira, 22 de outubro, com uma representante da Associação de Pais que pretende fazer queixa nas autoridades e acusa a Escola e o Agrupamento de não tomarem medidas perante esta situação por alegadamente o aluno em causa ter problemas psicológicos e considerarem que as queixas são uma discriminação.

“As auxiliares disseram que era uma lâmina da barba das antigas e não fazem nada porque o menino tem problemas psicológicos. Na passada sexta-feira, na aula de Inglês um outro aluno, que está no primeiro ano, ameaçou outro que o matava”, descreve a encarregada de educação.

Segundo apurou O Almeirinense existem vários casos envolvendo três alunos mais problemáticos. O aluno que provocou a situação mais grave é o mesmo que provocou um acidente com um carro junto ao jardim da república e já terá sido suspenso por seis dias por ter provocado situações idênticas aos colegas da escola.

Para os encarregados de educação outro problema desta escola é a falta de auxiliares de ação educativa.

Perante a situação e queixas apresentadas pelos encarregados de educação, o Diretor do Agrupamento de Escola de Almeirim respondeu numa nota a O Almeirinense:

“Apesar de me encontrar em trabalho, fora de Almeirim, continuo a acompanhar com atenção  a rotina diária da escola. Perante a situação que neste momento está a criar alguma preocupação venho esclarecer:
O Agrupamento de Escolas de Almeirim, como instituição de ensino público que é, prima por ter um tratamento de equidade para com todos os seus alunos sempre com uma preocupação inclusiva, sem exceção, procurando formar e educar. Independentemente do seu estrato social são vistos como iguais, havendo um trabalho que tem como objetivo promover a sociabilização e a integração. Por vezes, há situações difíceis que para quem está fora do contexto parecem ainda mais complicadas.
A EB Moinho de Vento, tal como as outras escolas do agrupamento, tem a preocupação em
responder às questões que diariamente surgem, tanto no espaço sala de aula como no espaço de recreio. Sempre que a situação o exija são convocados os encarregados de educação (EE) ou outro parceiro da comunidade, no sentido de encontrar a resposta mais  favorável, tendo em conta o contexto em que ocorre e a legislação que regulamenta os deveres e direitos dos alunos – Lei n.º 51/2012 e Regulamento Interno do Agrupamento.
Relativamente à situação atual e aos acontecimentos que agora surgem foram tomadas as
seguintes diligências:
– registo de ocorrência face aos comportamentos verificados;
– contacto telefónico, no imediato, com os encarregados de educação;
– reunião da direção do agrupamento com coordenador de escola, professor(a) titular de
turma, assistente social, psicóloga, encarregados de educação e alunos;
– esclarecimentos aos encarregados de educação;
– aplicação de medidas disciplinares de acordo com legislação referida.
As medidas disciplinares foram tomadas em consciência e, tal como em outras situações do
passado, visam obter resultados sociais, o que é um dever da instituição escola e deverá ser também uma preocupação da comunidade local.
Por experiência própria, compreendo alguma incompreensão, mas é dever de cada um, em
especial dos encarregados de educação, tentarem analisar estes casos por diferentes pontos de vista, tendo em conta que qualquer aluno pode estar na origem de situações semelhantes.
Espero que as medidas tomadas tenham contribuído para regularizar a situação. Se isso não acontecer outras medidas mais gravosas do estatuto do aluno serão tomadas.”

O diretor do Agrupamento
José Manuel Batista Carreira

 

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