des(Investimento)

Veio-me à memória o anúncio feito em novembro de 2017 de um investimento na Zona Industrial de Almeirim de uma fábrica
de material de som. No debate autárquico, as circunstâncias do negócio não foram reveladas dada a “confidencialidade” do mesmo. Muito oportuno, o que não permitiu que os restantes candidatos se pronunciassem sobre o assunto, dando uma vantagem ao presidente da câmara que fez valer um trunfo que, tanto quanto sei, nunca se veio
Que políticas tem Almeirim criado que combatam este problema
os seus efeitos, como a baixa natalidade e a fixação de jovens famílias?
a realizar. Numa altura em que a indústria portuguesa beneficia de financiamento através do Portugal 2020, questiono-me o que tem faltado a Almeirim para captar investimento e fixação de empresas. Será que estes são resolvidos com a aquisição avulsa de terrenos e edifícios? Com a remodelação da Praça de Touros e do antigo IVV? Não me parece.
Faltam políticas sérias de apoio às empresas e às famílias. Olhe-se para o exemplo do executivo do CDS da câmara de Ponte de Lima, que terminou o ano com 5 milhões de euros positivos: a taxa de IMI é de 0.32% (0.4% em Almeirim), com possibilidade de desconto consoante o número de filhos, através do IMI Familiar (Almeirim não aderiu); não se aplica a taxa de Derrama Municipal para as empresas do concelho (Almeirim tem o
valor máximo de 1.5%); entre outras políticas fáceis de encontrar.
É altura de pensar verdadeiramente nas oportunidades que Almeirim deve proporcionar, e deixar a carreira imobiliária para segundo plano, talvez não seja tarde demais.

João Rosa
CDS Almeirim

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