“Vai ser muito especial pisar a Arena D’Almeirim”

No dia 15 de setembro a Arena D’Almeirim recebe a segunda corrida desde a remodelação. Em praça vão estar os Grupos Forcados Amadores de Coruche, de Alcochete e Grupo de Forcados Amadores da Chamusca. Rui Pedro, do grupo chamusquence, fala do que é ser forcado e da importância de no ano da despedida pegar na sua terra.

Como e quando surgiu o gosto pela forcadagem?
O gosto pela forcadagem surgiu desde pequeno. Sou de uma família aficionada e desde pequeno lembro-me de ver com entusiasmo as corridas TV na RTP1 e de assistir ao vivo às corridas realizadas em Almeirim. Também adorava ir com o meu pai às largadas na Feira da Agricultura assim como as vacadas em Almeirim na feira que se fazia na altura da Páscoa no campo que agora se designa Parque das Tílias. De todo o espetáculo o que mais adorava eram os forcados e fui sempre alimentando em brincadeiras com grupos de amigos a imitar os forcados, um fazia de touro e outros os forcados e íamos rodando.

Quem foram as influências?
As influências que tive foram o meu antigo cabo Nuno Marques, o atual cabo Nuno Marecos e o Vitor Rosa (Vitinho). Estes foram as principais influências que tive ao longo da minha vida de forcado.

Como foi pegar a primeira vez?
A primeira pega em praça foi a 11/06/2000 numa praça desmontável em Estarreja. O Grupo Forcados Amadores da Chamusca pegava em solitário os seis Cunhal Patrício e peguei o quarto touro à primeira tentativa, foi uma alegria indescritível, uma sensação fantástica e muito especial que nunca mais esquecerei. Sentia a responsabilidade de honrar a jaqueta que estava a vestir e honrar a confiança do meu cabo (na altura o Nuno Marques) por me escolher para a pega daquele touro, o que acabou por correr bem.

Reconhece que para os mais chegados é uma paixão que origina algum sofrimento?

ENTREVISTA COMPLETA NA EDIÇÃO DE 1 DE SETEMBRO JÁ NAS BANCAS

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