Fantasmas

O receio de ver os fantasmas de um passado recente, está a condicionar de
forma clamorosa o nosso presente, e a condicionar o futuro.

Apesar de não ter vivido no tempo da “velha senhora”, acho extraordinário que este medo, seja só, sobre um período da nossa história como sociedade portuguesa, que terminou, supostamente, com o 25/04/1975. Mas, estes mesmos que medos têm, já não os têm e ainda defendem, um tipo de governação que nada mais trouxe ao mundo que pobreza, destruição de sociedades e Países, genocídios em massa, quer dentro das suas fronteiras e ao seu povo, quer fora delas.

Levando sociedades, economias e Países, prósperos e fortes a retrocederem,
tudo porque se deixaram iludir, com o auxílio de militares, comunicação
social totalmente controlada, e amordaçada, por anos de desleixo em que deixaram progredir os medíocres e de mente franca, em detrimento dos qualificados e pensantes.

Temos tido, ao logo destes últimos 45 anos, umas vezes mais, outras vezes
menos, de diferentes formas, ao controlo da comunicação social, mas não me parece, e utilizado como mote a Pandemia, tenham conseguido controlar, condicionar, amordaçar e até acorrentar a subsídios
estatais, como se está a verificar.

Claro que este método não é novo, pois tem sido usado, recorrentemente pelos governantes locais, há décadas, mas parecia que nunca tinham conseguido passar para o nível seguinte.

Reafirmo o que disse em outras crónicas, esta pandemia não pode ser usada como desculpa para que tudo seja possível e para todos os “des”governantes fiquem impunes às suas acções ou inacções.

Para bem e para mal, teremos uma factura muito elevada para saldar no futuro, mesmo aqueles que aquando das eleições não querem votar e deixam a decisão no voto dos outros.

João Vinagre
CDS Almeirim

Opinião publicada na edição de 1 de setembro

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