CDS de hoje

O CDS viveu nestes dias momentos agitados, quando choveram críticas em uníssono ao atual presidente do partido, Francisco Rodrigues dos Santos. Ter um jovem à frente de um partido político que se está a reerguer é particularmente exigente, nomeadamente devido ao preconceito da idade que os jovens promissores diariamente experienciam.

Quantos de nós jovens vêem as suas ideias desvalorizadas apenas porque a sua idade é vista como sinal de desconfiança que automaticamente se traduz em falta de conhecimento, competência ou capacidade. A estes resta-nos mostrar-lhes o contrário trabalhando o dobro e dizendo-lhes que o “problema” da idade passa com o tempo.

“Ter um jovem à frente de um partido político é exigente (…)”

A atual direção do CDS é composta por vários jovens capazes para além do presidente, a sua mensagem mostra que os jovens, mais que os graúdos, sabem aprender com o passado. Tal como o Prof. Adriano Moreira gosta de referir, a identidade e os valores do CDS podem ser comparados ao eixo de uma roda – a roda anda, passa por muitas mudanças e o eixo acompanha a roda mas não anda. Ou seja, os valores acompanham as mudanças da sociedade mas não se alteram.

O CDS de hoje propõe-se como um partido sem mutações nem desvios da sua identidade; como um partido nacional, de norte a sul e ilhas, onde existe Portugal para além de Lisboa; como um partido incómodo para os que nunca votarão em nós e nos combatem; como um partido que ergue muros entre a política, os negócios, o compadrio e o nepotismo.

O país enfrenta neste momento grandes dificuldades, muitas delas agravadas pela má governação socialista, onde a culpa morre solteira. O CDS não faltará aos portugueses como uma alternativa válida.

João Rosa
CDS Almeirim

Artigo de opinião publicado na edição impressa de 15 de fevereiro de 2021

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