100 vergonha

O Partido Comunista Português decidiu celebrar o seu 100º aniversário apropriando as praças das principais cidades do nosso país com as bandeiras do comunismo. Ora, por um lado, nada contra um partido que defende causas
sociais que devem ser transversais a todas as ideologias políticas e que muito lutou contra a ditadura do Estado Novo.
Por outro lado, é importante não esquecer o envolvimento do PCP na tentativa de substituir uma ditadura por outra nos tempos do PREC.

“É arrepiante ver nas nossas ruas, em pleno século XXI, símbolos associados ao terror vermelho, que apenas se encontram expostos com tamanho orgulho na Coreia do Norte (…)”

Sabemos que o PCP não é a união soviética, mas também sabemos que sempre fez por a representar e sempre mostrou um carinho especial pelos seus líderes. Celebrar o PCP é celebrar o comunismo e celebrar o comunismo é celebrar a união soviética. O comunismo que instalou ditaduras ferozes, condenou 100 MILHÕES de pessoas à morte, outras tantas ao medo e à fome, fez da Rússia uma imensa rede de campos de concentração e colaborou com Hitler na divisão da Europa entre 1939 e 1941. Aliás, o nazismo fica atrás do comunismo no número de vítimas e mortes provocadas.
É arrepiante ver nas nossas ruas, em pleno século XXI, símbolos associados ao terror vermelho, que apenas se encontram expostos com tamanho orgulho na Coreia do Norte, China e Rússia. Em nenhum país ocidental, civilizado e livre se encontram estas demonstrações de afeto, eu teria vergonha.

João Rosa
CDS Almeirim

Artigo de opinião publicado na edição impressa de 15 de março de 2021

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