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Opinião

Não ao retrocesso

Por: Inês Ribeiro 01 de junho, 2026 2 minutos de leitura

EPor vontade do governo PSD/CDS, dos patrões e dos partidos que os apoiam (Chega e Iniciativa Liberal), esta pacote laboral já teria sido aprovado. Não foi assim, porque a luta determinada e persistente dos trabalhadores o tem impedido.

Os defensores desta proposta alegam que seria um “avanço”, na entanto, na verdade, pretende levar-nos de volta às condições do início do século passado. Mais precaridade, desregulamento de horários, despedimentos mais facilitados, acabar com a contratação colectiva, diminuição de salários, limitar a liberdade sindical, ou seja, dar mais poder a quem já tem demasiado e retirar força aos trabalhadores para reivindicar e lutarem por melhores salários e melhores condições de vida.

A legislação laboral necessita ser alterada, sim, mas não no sentido deste pacote laboral. Precisamos de uma contratação colectiva eficaz, que valorize carreiras e salários, 35 horas de trabalho para todos sem perda de salário e 25 dias úteis de férias (afinal quem tira proveito das evoluções tecnológicas e das inteligências artificiais?). Também, que as horas extraordinárias sejam efectivamente pagas como tal (o banco de horas individual desregula horários e impõe trabalho extra não pago).

Dia 3 Junho (greve geral) mais uma decisiva jornada de luta, necessária para impedir retrocesso, prejudicial para quem trabalha e para o desenvolvimento do País..

Mais: A luta dos trabalhadores, que tem sido capaz de travar a aprovação do “pacote laboral”.

Menos: A persistência do Governo em manter tudo o que é negativo na actual legislação e, ainda, querer impor piores condições a quem trabalha.

José Coutinho Lopes – CDU Almeirim

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