A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) reuniu-se em seminário interno, entre 24 e 27 de maio, em Porto Covo, de onde saiu um conjunto de prioridades estratégicas para a próxima década, com várias linhas estratégicas para o desenvolvimento da região, com destaque para novas infraestruturas, mobilidade, fundos comunitários e valorização do território.
Sob o lema “Construir o presente. Projetar o futuro. Fortalecer o território”, os autarcas dos 11 municípios definiram prioridades com vista a reforçar a competitividade e atratividade da Lezíria do Tejo.
Entre os principais pontos está o impacto do futuro Aeroporto Luís de Camões, considerado uma oportunidade “socioeconómica sem precedentes”, levando a CIMLT a insistir junto do Governo na necessidade de avançar com infraestruturas rodoviárias essenciais. Entre estas, destacam-se a continuação da A13/IC3, incluindo uma nova travessia do Tejo entre Chamusca e Golegã, a conclusão do IC10 com nova ponte sobre o rio Sorraia, em Coruche, e ainda a construção do IC13.
No plano das infraestruturas e investimento, os municípios defenderam também a necessidade de reforçar os apoios para a reparação das redes viárias, fortemente afetadas pelas intempéries recentes, tendo sido admitida a possibilidade de flexibilizar regras de endividamento para responder a estas necessidades.
Ao nível dos fundos comunitários, foi discutida a gestão do programa Alentejo 2030, com abertura para transferências entre prioridades de investimento, de forma a aumentar a capacidade de execução dos projetos na região.
Na área da mobilidade, a CIMLT prepara a criação de uma nova empresa de transportes intermunicipais, com destaque para a entrada em funcionamento de uma frota de 16 autocarros elétricos. A apresentação pública destes veículos está prevista para o dia 19 de junho, às 11h00, no Jardim da Liberdade, em Santarém, sendo este um passo importante na aposta na descarbonização do transporte público.
O seminário abordou ainda questões ligadas à habitação e ordenamento do território, com reforço do compromisso na criação de habitação acessível e na revisão dos Planos Diretores Municipais.
No campo da economia, a CIMLT admite avaliar a criação de uma zona empresarial e logística de grande escala, tirando partido da localização estratégica da região.
Também o turismo foi identificado como uma área prioritária, com a intenção de desenvolver um produto turístico integrado que valorize a marca Ribatejo, reforçando a sua notoriedade a nível nacional e internacional.
Na área da educação e inovação, foi reiterado o apoio à criação da Universidade Politécnica do Ribatejo e de um polo tecnológico, considerados fundamentais para a fixação de talento e desenvolvimento económico.
No final do encontro, o presidente da CIMLT, João Teixeira Leite, sublinhou que este foi “um momento de alinhamento estratégico, de partilha de conhecimento e de construção de soluções concretas para o presente e futuro da nossa região”, destacando ainda o compromisso dos municípios em “trabalhar juntos, fortes e coesos, para construir um território mais competitivo e sustentável”.












