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Opinião

Ambiente e Árvores

Por: Inês Ribeiro 15 de abril, 2026 2 minutos de leitura

Comemoram-se os 50 anos da Constituição da República Portuguesa, mãe de todas as leis do nosso país, nascida da democracia conquistada com a Revolução de 25 de Abril, cujo conteúdo progressista serve, ainda hoje, de garantia a vários direitos como a saúde, a educação e o ambiente e qualidade de vida. No artigo 66.º afirma-se o direito a um ambiente de vida saudável e o dever de o defender.

Com base neste princípio, temos alertado para a poluição da Vala Real em Almeirim ou para a necessidade de proteção dos espaços verdes, incluindo a Herdade dos Gagos, que possui a maior mancha de sobreiros do concelho. Desde 2011 que o sobreiro é a Árvore Nacional de Portugal, uma das mais importante da nossa floresta sendo essencial pela produção de cortiça, setor onde lideramos mundialmente.

Para além desta árvore autóctone muitas outras existem, como sejam os carvalhos, os medronheiros, os castanheiros, os loureiros ou as azinheiras, que estão mais adaptadas ao solo e clima do território, são mais resistentes e resilientes a pragas, a doenças e aos incêndios.

Em março ao assinalar o Dia Mundial da Árvore e o Dia Internacional das Florestas para a importância das árvores, a autarquia de Almeirim foi responsável pela plantação de eucaliptos, no circuito de manutenção, em conjunto com as crianças das nossas escolas. Com várias opções de espécies autóctones, é de lamentar a escolha pelos eucaliptos. É de lamentar a perda destes momentos para a realização de uma verdadeira educação ambiental.

Mais: a existência duma Constituição da República Portuguesa comprometida com os valores de Abril;

Menos: a escolha de eucaliptos, mais propensos à propagação de incêndios, empobrecem os solos e são grandes consumidores de água.

Sónia Colaço – CDU Almeirim

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