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Opinião

O regresso e o balanço

Por: Inês Ribeiro 15 de maio, 2026 2 minutos de leitura

Passados pouco mais de 6 meses da tomada de posse dos novos eleitos para os diversos órgãos autárquicas do nosso concelho, podemos reconhecer que há alterações na forma de gestão destes órgãos.

Essas alterações passam por uma maior e mais frequente partilha de informações e trabalhos, sobre tudo nas redes sociais e de forma colectiva, ou seja, são os perfis da Câmara e Juntas que estão a partilhar/informar. A busca e informação, hoje em dia, passa muito pelo digital, mas não se deve descartar o analógico (papel e outros meios). O culto da imagem do líder, à semelhança dos regimes ditatoriais, parece ter sido abandonado pelos actuais eleitos, da força política mais votada nas últimas eleições autárquicas. 

Todos sabem que quem têm maioria, e ainda por cima absoluta, governa, gere e actua da sua forma, não permitindo normalmente outras opiniões, ideias e caminhos, por vezes nem sequer de serem expressados, e quando falados, ignorados. Aparentemente e por agora, não parece ser este o caminho, fechado, egocêntrico e ditatorial que este executivo está a seguir, pois podemos divergir, mas saber escutar e tentar perceber, é um caminho a trilhar por todos.

Apesar desta abertura, sei que os caminhos a seguir são diferentes, seja pela opção, seja pela interpretação, ou mesmo pela visão para o futuro. A aprendizagem diária na preparação para cada sessão, que tenho feito, é sempre uma nova e desafiante busca de informação, no meio de dezenas, e por vezes centenas de páginas, dos diversos temas e assuntos. No entanto, a representatividade individual e partidária de cada um dos eleitos deve ser garantida, defendida e expressada, não deve ser condicionada ou agrupada à revelia das vontades e pretensões. 

Mais: O CDS-PP volta a ter voz e opinião no Jornal, que apesar de dificuldades e lutas, mantem-se activo e representado.

Menos: Os constantes pedidos de subsídios extraordinários à Autárquica, seja pelas Juntas seja pelas colectividades. Irá sempre aparecer necessidades, mas esta forma de financiamento constante e continua, são justificação de quem gere a coisa pública para a manutenção de impostos altos.

João Vinagre – CDS Almeirim

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