A greve nacional dos professores da monodocência provocou constrangimentos em vários estabelecimentos de ensino do País, mas teve impacto reduzido no concelho de Almeirim, onde as escolas se mantiveram em funcionamento.
No Agrupamento de Escolas de Almeirim, todas as escolas estiveram abertas, registando-se apenas a adesão de alguns docentes à paralisação.
Já no Agrupamento de Escolas de Fazendas de Almeirim, a adesão foi mais significativa em algumas unidades. Em Paço dos Negros fizeram greve uma professora e uma educadora, enquanto na Raposa o funcionamento decorreu normalmente. No Centro Escolar de Fazendas de Almeirim, todas as educadoras aderiram à greve, bem como quatro professores titulares de turma e três docentes de apoio educativo no primeiro ciclo.
A greve foi convocada por vários sindicatos, entre os quais a Fenprof, S.TO.P., SPLIU e SINAPE, tendo como principais reivindicações a valorização da carreira docente e a equiparação de direitos com outros ciclos de ensino.
Entre as exigências destacam-se a redução do horário letivo para 22 tempos semanais, a criação de reduções por idade e cargos, a diminuição de tarefas assistenciais e a possibilidade de reforma aos 60 anos.
O protesto reflete, segundo os docentes, o desgaste da profissão, com dados a indicarem que 86% dos profissionais consideram a monodocência uma carreira de desgaste rápido e 72% apontam a falta de funcionários nas escolas como um dos principais problemas.













