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Hospital Distrital de Santarém prepara transformação estrutural até 2030

Por: Daniel Cepa 17 de Março, 2026 2 Minutos de Leitura

A Unidade Local de Saúde da Lezíria (ULS Lezíria) apresentou, a 11 de março, no Auditório do Hospital Distrital de Santarém, os projetos em desenvolvimento e as linhas estratégicas que irão marcar a evolução da instituição no período 2026-2030. A sessão, dirigida às chefias, foi conduzida pelo presidente do Conselho de Administração, Pedro Marques, que destacou o impacto transformador das iniciativas atualmente em curso.

Segundo o responsável, está em marcha “um esforço significativo de modernização da instituição e da forma como se prestam cuidados de saúde”, abrangendo intervenções infraestruturais, reorganização de serviços e projetos inovadores com financiamento nacional e europeu.

Entre as obras já em execução nas instalações do hospital, encontram-se a construção da nova base da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e as intervenções no Quadro Geral de Baixa Tensão (QGBT) e na rede de abastecimento de água, financiadas pelo Alentejo2030. Estes trabalhos, que representam um investimento de 2 milhões de euros, visam reforçar a segurança, fiabilidade e capacidade operacional da instituição.

Em paralelo, decorre a construção do novo edifício do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental (DPSM) e a requalificação do internamento daquele serviço, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Associado a esta intervenção está ainda o projeto “IN_Capacita – Cozinhar e Cultivar com Propósito”, distinguido com o Prémio BPI Fundação “la Caixa”, que aposta em oficinas terapêuticas de horticultura e culinária desenvolvidas pela Associação r.INseIRR, sediada no DPSM, constituindo uma abordagem pioneira a nível nacional.

Também no âmbito do PRR foram lançados concursos para a requalificação e climatização das enfermarias de Neonatologia/Ginecologia, Cirurgia, Ortopedia e Medicina, bem como para a criação de uma nova Unidade de Cuidados Intermédios de Medicina Interna, ampliando a capacidade de resposta clínica.

Entre os projetos estruturantes para os próximos anos destaca‑se a construção de um novo edifício hospitalar na área do heliporto. A futura infraestrutura deverá integrar uma unidade de cirurgia de ambulatório, uma unidade de cuidados intensivos polivalente, uma nova central de esterilização e uma unidade multidisciplinar que reunirá várias especialidades, como cardiologia (incluindo pacing), cirurgia vascular, imagiologia, ortopedia e urologia, além de novas áreas administrativas. Os planos funcionais encontram-se em elaboração. “Trata-se de um investimento estruturante que permitirá reorganizar serviços e aumentar a capacidade de resposta do hospital”, sublinhou Pedro Marques.

A instituição prepara ainda intervenções noutras áreas, nomeadamente na modernização de serviços que não serão abrangidos na primeira fase, como o Serviço de Patologia Clínica, Serviço Farmacêutico, Imunohemoterapia, Urgência Geral e Pediátrica, cozinhas e várias enfermarias. Estão igualmente previstos projetos de digitalização do arquivo clínico, eficiência energética e sustentabilidade ambiental.

No total, a ULS Lezíria encontra-se envolvida em 27 projetos financiados, correspondendo a um investimento direto de cerca de 19 milhões de euros. Paralelamente, decorrem intervenções nos cuidados de saúde primários, em articulação com os municípios da região, que representam um investimento adicional estimado em 15 milhões de euros.

Para Pedro Marques, este é “um processo exigente”, mas essencial para garantir melhores condições de trabalho às equipas e uma prestação de cuidados “cada vez mais qualificada e segura para a população”.

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