O triatleta Gustavo do Canto, natural de Almeirim, terminou no 18.º lugar da prova masculina de Sub-23, disputada no passado sexta-feira, dia 25 de setembro, nos Campeonatos do Mundo de Triatlo, em Pontevedra, Espanha, na distância olímpica (1.500 metros de natação, 40 quilómetros de ciclismo e 10 quilómetros de corrida).
Saiu da natação em 16.º lugar, mas entrou na corrida em 29.º, e foi no último segmento que maior progresso fez, recuperando vários lugares até ao fim. Terminou, contudo, em evidentes limitações físicas, com os pés completamente ensanguentados, o que obrigou a ser assistido no hospital de campanha instalado no complexo de Pontevedra. O 18.º lugar é o melhor resultado de sempre do atleta de 22 anos nos Mundiais, cinco dias depois do 12.º lugar na prova de Elite da Taça da Europa de Coimbra.
O resultado valeu-lhe ainda uma subida de 64 posições no ranking mundial da modalidade.
Para o estudante de mestrado em Engenharia e Gestão Industrial pelo Instituto Superior Técnico, o balanço é positivo. “Foi uma prova muito positiva, dentro das melhores expectativas nos três segmentos”, disse, muito satisfeito com o desempenho. “Na última volta da corrida foi muito a sofrer, literalmente sangue, suor e lágrimas”, acrescentou, certo de que tem a capacidade de sofrimento dos futuros campeões.
Ao longo do fim de semana, a seleção nacional distinguiu-se ao mais alto nível, com Vasco Vilaça a sagrar-se campeão do mundo de Elites — o primeiro português a conquistar o título no setor masculino — e Ricardo Batista, companheiro de equipa do almeirinense no Clube de Natação de Torres Novas, em quarto na finalíssima, a garantir o terceiro lugar da classificação final do campeonato do Mundo.











