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Opinião

Estátua de D. João I

Por: Inês Ribeiro 01 de maio, 2026 3 minutos de leitura

Fundador do Paço Real e Vila de ALMEIRIM  

NO JARDIM da REPÚBLICA (Antigo Terreiro do Paço)

Poucos conhecem a importância histórica de Almeirim, tanto almeirinenses como quem nos visita e chegou a hora da Autarquia Municipal dar a conhecer a sua importância na História de Portugal. 

Almeirim merece um turismo de qualidade, não só gastronómico mas também Histórico-Cultural.

Todos os reis da Dinastia de Aviz estiveram em Almeirim, frequentando o seu Paço e a sua Coutada de forma intermitente. Ali tomaram decisões no tempo das descobertas, em que Portugal foi senhor de meio mundo.

Almeirim foi parceira e cortesã de reuniões mundanas, casamentos principescos, representações de Gil Vicente nos seus Autos e Comédias, impressão do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende na tipografia do Paço ou por ter sido sede das Cortes de 1544 e de 1580, onde se discutiu a sucessão do trono por morte do rei D. Sebastião. É certo que hoje não existem testemunhos do seu grandioso Paço nem da Capela Real de Santa Maria, mas estão identificados todos os locais e edifícios históricos numa reconstituição fundamentada, com localização do Paço, Capela Real, Horta d’El Rei e Jardim da Rainha, Canto Santo e Capela de S. Roque, Nª Srª da Conceição e S. Sebastião que constituía uma Confraria fundada por D. João III, Cavalariças Reais e Rua dos Arreios, Igreja dos Apóstolos, e outras referências ainda existentes.

Assinalar tudo isto é o reconhecimento possível da sua importância.

Basta utilizar estatuária e placas explicativas nos locais de referência. Basta vontade por parte da Autarquia de Almeirim para tornar esta cidade também reconhecida pelo seu Centro Histórico. Tudo isto é possível de forma faseada e sem despesas elevadas. Chegou a altura de Almeirim se orgulhar da sua história, demonstrando uma qualificação culta e inadiável.

Propomos pois ações por fases:

1-Numa primeira fase dar prioridade á instalação de uma peça escultórica de D. João I (Rei fundador) no antigo Terreiro do Paço (Jardim da República). E dar início ao projeto do Museu Municipal da História de Almeirim nas instalações previstas para o efeito (Escolas Velhas), prioridade maior do Pelouro da Cultura.

2-Elaboração de folheto de divulgação gratuita sobre a História e Centro Histórico de Almeirim a partir do posto de Turismo existente na Praça de Touros (com abertura regular), que deverá ter à venda livros, postais e publicações sobre  o concelho. Base para futura programação de visitas guiadas e projeção de vídeos locais. A feitura de um filme de qualidade e a realização de um livro de banda desenhada para crianças com indiscutíveis qualidades para a população escolar.

3-Desenvolvimento de um Plano de sinalização dos edifícios e locais de referência no Centro Histórico da Cidade através de estatuária  e placas explicativas, conforme proposta a apresentar, em breve, à Autarquia de Almeirim.

Opinião, por Elias Rodrigues

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