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Opinião

Democracia

Por: Inês Ribeiro 01 de fevereiro, 2026 2 minutos de leitura

CA origem da democracia, na antiga Grécia, permitia aos homens livres, ter as decisões diretas sobre as suas vidas. Se é certo que a maioria da população (mulheres, escravos e estrangeiros) não tinha esse direito, a evolução até aos nossos dias, veio melhorar a representatividade da vontade popular. Assim, não consigo deixar de associar o momento maior no nosso país, que foi o 25 de Abril de 1974, na consagração de direitos fundamentais para a construção da nossa democracia.

Passados cerca de 50 anos da “…madrugada que eu esperava…o dia inicial inteiro e limpo…” como escreveu a poeta Sophia de Mello Breyner Andersen, estamos perante momentos de particular importância política, visto que há direitos constitucionalmente consagrados que estão a ser, seriamente, ameaçados.

A candidatura de António Filipe, que teve também o apoio expresso do PEV, embora não tenha obtido um resultado coincidente com a relevância dos valores que protagonizava, foi uma candidatura que se revelou necessária e útil pela dignidade que imprimiu à campanha eleitoral.

Face aos resultados da primeira volta das eleições presidenciais, e com a passagem de António José Seguro e André Ventura à segunda volta, os Verdes reforçam a importância da participação eleitoral do próximo dia 8 de fevereiro, numa firme e inequívoca rejeição do caminho da ascensão da extrema-direita no nosso país e da forte ameaça que esta representa para a defesa da democracia e da Constituição da República Portuguesa.

Mais: a Revolução dos Cravos, como marco histórico recente da democracia portuguesa, permitindo um desenvolvimento social, económico e ambiental;

Menos: os resultados eleitorais das presidenciais, que nos devem preocupar com a ascensão da extrema-direita. 

Sónia Colaço – CDU Almeirim

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