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Opinião

Tacho

Por: Inês Ribeiro 01 de fevereiro, 2026 2 minutos de leitura

Nem todos entram na política por “tacho”. Essa crítica fácil ignora que, por detrás de cada partido, há pessoas que se envolvem com uma vontade genuína de servir a comunidade e melhorar vidas. Rotular quem quer contribuir como oportunista é injusto e corrosivo para a democracia.

A remuneração de um deputado ao nível da Câmara ou da Junta, somada ao desgaste emocional, mostra que o serviço público exige ética, paciência e compromisso. A pressão constante, as cobranças públicas e as críticas permanentes têm impacto no ambiente familiar, levando muitos a questionar se o esforço realmente vale a pena.

A crítica destrutiva mina a motivação de quem quer fazer a diferença e afasta pessoas capazes da política. Se queremos mais qualidade, precisamos valorizar ações concretas, apoiar boas iniciativas, reconhecer quem trabalha com honestidade e promover uma cultura de colaboração.

Por trás de cada voto há alguém que acredita que a política pode transformar vidas, fortalecer comunidades e gerar impacto real — não apenas alimentar ambições pessoais.

Se queremos mudar o que não funciona, precisamos criar condições para isso. A política melhora com participação, fiscalização e exigência, mas também com respeito e incentivo.

Quando é feita com ética, compromisso e vontade de servir, a política transforma vidas. A destruição e o cinismo, pelo contrário, afastam quem quer fazer a diferença e empobrecem a democracia.

Ana Manuela Calado – CH Almeirim

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