Nem todos entram na política por “tacho”. Essa crítica fácil ignora que, por detrás de cada partido, há pessoas que se envolvem com uma vontade genuína de servir a comunidade e melhorar vidas. Rotular quem quer contribuir como oportunista é injusto e corrosivo para a democracia.
A remuneração de um deputado ao nível da Câmara ou da Junta, somada ao desgaste emocional, mostra que o serviço público exige ética, paciência e compromisso. A pressão constante, as cobranças públicas e as críticas permanentes têm impacto no ambiente familiar, levando muitos a questionar se o esforço realmente vale a pena.
A crítica destrutiva mina a motivação de quem quer fazer a diferença e afasta pessoas capazes da política. Se queremos mais qualidade, precisamos valorizar ações concretas, apoiar boas iniciativas, reconhecer quem trabalha com honestidade e promover uma cultura de colaboração.
Por trás de cada voto há alguém que acredita que a política pode transformar vidas, fortalecer comunidades e gerar impacto real — não apenas alimentar ambições pessoais.
Se queremos mudar o que não funciona, precisamos criar condições para isso. A política melhora com participação, fiscalização e exigência, mas também com respeito e incentivo.
Quando é feita com ética, compromisso e vontade de servir, a política transforma vidas. A destruição e o cinismo, pelo contrário, afastam quem quer fazer a diferença e empobrecem a democracia.
Ana Manuela Calado – CH Almeirim











