“A maioria das pessoas não imagina o percurso da água e a exigência do seu tratamento até chegar à torneira.” A AR abre as portas das “fábricas da água” para dar a conhecer processos e valorizar a água.
Mais de 3.000 crianças e jovens visitaram captações, estações elevatórias, ETA e ETAR ao longo do ano letivo agora concluído, no âmbito de uma parceria com agrupamentos de escolas que tem contribuído de forma significativa para o reforço da cidadania ambiental.
Integradas no Programa Eco-Escolas, estas visitas envolveram estudantes dos municípios de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Torres Novas. Durante as atividades, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer todo o ciclo da água — desde a captação até à torneira — bem como os processos de tratamento da água residual nas Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR).
Ao longo das visitas, os alunos contactaram diretamente com as várias fases do tratamento da água e participaram em experiências práticas, aplicando conhecimentos adquiridos nas disciplinas de Estudo do Meio, Ciências Naturais, Biologia, Física e Química.
Para Fátima Pina, docente que acompanhou um grupo em Almeirim, o contacto com a realidade é fundamental: “A maioria das pessoas não imagina o percurso da água e a exigência do seu
tratamento até chegar à torneira.”
A Presidente do Conselho de Administração da Águas do Ribatejo, Sónia Sanfona, destaca a importância de iniciar esta sensibilização desde cedo: “É essencial começar no pré-escolar e no primeiro ciclo para reforçar a consciência e a responsabilidade ambiental.”
Durante as visitas, os alunos foram incentivados a boas práticas, como a utilização de garrafas reutilizáveis para hidratação, sobretudo em dias de calor intenso. Ivan Guedes, de 11 anos, sublinha a importância da água: “Se não bebermos água, ficamos doentes. A água protege-nos.”
A água da rede pública é apresentada como uma opção mais saudável, pela sua composição equilibrada em minerais e pelo controlo rigoroso do pH. É também mais económica e sustentável, já que dispensa o uso de plástico. Um exemplo disso é destacado nos materiais informativos distribuídos: um metro cúbico de água (cerca de 1 euro) permite encher aproximadamente 2.000 garrafas de meio litro, que num café pode custar cerca de 1 euro cada.
Num contexto de alterações climáticas e crescente pressão sobre os recursos naturais,
Sónia Sanfona reforça: “O uso eficiente da água é uma responsabilidade de todos.” E acrescenta:
“Reduzir perdas, utilizar a água de forma consciente e promover a sua reutilização sempre que possível são atitudes essenciais para preservar este recurso indispensável.”
A sustentabilidade assume, assim, um papel central na gestão moderna da água.
Garantir a disponibilidade deste recurso passa por investimento em infraestruturas eficientes, inovação tecnológica e boas práticas ambientais.
Nos últimos anos, a Águas do Ribatejo investiu mais de 170 milhões de euros nos sistemas de abastecimento e saneamento que gere nos sete municípios. “São obras muitas vezes invisíveis, mas fundamentais para o desenvolvimento da região”, conclui Sónia Sanfona.













