Os operacionais da Força Especial de Proteção Civil (FEPC) iniciaram esta segunda-feira, 20 de julho, uma greve nacional de cinco dias convocada pelo Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SinFAP), em protesto contra alegados atrasos no pagamento de trabalho suplementar.
A paralisação assume particular relevância para Almeirim, uma vez que é no concelho que está sediado o Comando da Força Especial de Proteção Civil, estrutura operacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) responsável por missões de proteção e socorro em todo o território nacional, assim como a Base Logística Nacional.
Em comunicado, o sindicato afirma que estão em causa verbas relacionadas com o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) de 2025, a resposta operacional à depressão “Kristine” e outras horas extraordinárias realizadas pelos profissionais da FEPC.
Segundo o SinFAP, existem operacionais com milhares de euros por receber, acusando a ANEPC de sucessivos adiamentos na regularização dos pagamentos.
A estrutura sindical considera que a greve representa “um verdadeiro grito de revolta” dos trabalhadores, sublinhando que estes “continuaram sempre a proteger pessoas e bens, a combater incêndios, a responder a catástrofes e a socorrer as populações” apesar dos alegados atrasos.
O sindicato apela ainda à intervenção do ministro da Administração Interna para a regularização dos pagamentos em atraso e para a responsabilização da atual direção da ANEPC.
Apesar da greve, estarão assegurados serviços mínimos, garantindo a resposta a situações de emergência e socorro à população.











