A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) e a Universidade Politécnica de Santarém promovem, entre outubro de 2026 e abril de 2027, um ciclo de cinco workshops participativos destinado a definir soluções para aumentar a resiliência da região perante secas, cheias e outros fenómenos climáticos extremos.
As sessões integram o projeto europeu RESUREXION, desenvolvido no âmbito do programa Interreg Europe, e procuram envolver entidades públicas, investigadores, empresas, produtores, associações e outros agentes com conhecimento e intervenção no território.
O primeiro workshop realiza-se no dia 29 de outubro, entre as 9h30 e as 17h00, na sede da CIMLT, na Quinta das Cegonhas, em Santarém. A sessão será dedicada às infraestruturas verdes, azuis e cinzentas, procurando responder à questão de como valorizar rios, zonas húmidas, espaços verdes e soluções baseadas na natureza para aumentar a resiliência e a qualidade ambiental da Lezíria do Tejo.
As infraestruturas verdes estão associadas à natureza e à vegetação, enquanto as azuis abrangem a água e os ecossistemas aquáticos. As infraestruturas cinzentas correspondem às construções e equipamentos utilizados na gestão do território, como barragens e estações de tratamento de águas residuais.
A articulação entre estes três tipos de infraestrutura poderá contribuir para uma melhor gestão dos recursos naturais, do ordenamento do território e dos riscos associados às alterações climáticas.
O programa começa às 9h30, com a receção dos participantes e um momento de contacto entre as entidades presentes. A abertura está marcada para as 10h00 e dará enquadramento ao projeto, partindo do contexto europeu para a realidade local.
Às 10h10 será apresentado um diagnóstico da Lezíria do Tejo, acompanhado por mapas e informação sobre os desafios, projetos e oportunidades existentes na região.
Depois de uma pausa, às 11h15, realiza-se uma mesa-redonda dedicada aos desafios e oportunidades identificados pelos diferentes setores. A manhã termina com uma apresentação sobre o calendário de candidaturas aos avisos do programa Alentejo 2030, marcada para as 12h15, seguindo-se um almoço de trabalho.
A sessão da tarde começa às 14h00 com um workshop destinado a identificar os critérios que devem orientar as decisões. Os participantes serão convidados a debater o que deve ser considerado prioritário, como medir os resultados e que fatores devem ter maior peso.
Às 15h15 realiza-se um laboratório de ideias, no qual serão criadas soluções em pequenos grupos. As propostas serão apresentadas e discutidas a partir das 16h00.
A fase final do encontro, às 16h30, será dedicada à priorização das ideias e à definição de compromissos. As conclusões e os próximos passos serão apresentados no encerramento, marcado para as 17h00.
A organização sublinha que a iniciativa não terá o formato de uma conferência tradicional. O objetivo é criar um espaço de conhecimento, partilha e construção conjunta de propostas com aplicação no território.
Ciclo prossegue até abril de 2027
O segundo workshop realiza-se no dia 25 de novembro e será dedicado à água, às cheias, à seca e à agricultura, abordando a gestão dos recursos hídricos, a adaptação climática e a sustentabilidade agrícola.
A terceira sessão está marcada para 27 de janeiro de 2027 e terá como tema o ambiente e os ecossistemas ribeirinhos, incluindo a biodiversidade, a qualidade da água e a conectividade ecológica.
No dia 24 de fevereiro, o quarto workshop abordará a economia, o turismo e a valorização do território, relacionando o desenvolvimento sustentável com a identidade local e as oportunidades económicas.
O ciclo termina a 28 de abril com uma sessão dedicada às soluções integradas, à cooperação institucional, às políticas públicas, à utilização de dados, ao conhecimento científico e à inovação.
Os resultados das cinco sessões deverão contribuir para o desenvolvimento de uma estratégia de resiliência multinível destinada às áreas urbanas e às bacias hidrográficas da Lezíria do Tejo.










