Quinta-feira, setembro 10, 2026 12:54
Economia

Cabaz alimentar sobe para 255 euros e acumula aumento de 13 euros desde janeiro

Por: Daniel Cepa 10 de setembro, 2026 2 minutos de leitura

O cabaz de produtos alimentares essenciais acompanhado pela DECO PROteste voltou a subir e custa agora 255,26 euros, mais 52 cêntimos do que na semana anterior.

Segundo a organização de defesa do consumidor, o cabaz analisado é composto por 63 produtos alimentares. Desde o início do ano, o seu preço aumentou 13,43 euros, o equivalente a uma subida de 5,55%.

A comparação com anos anteriores revela um agravamento mais acentuado. Há um ano, os consumidores pagavam menos 14,61 euros pelo mesmo conjunto de produtos, enquanto, no início de 2022, era possível adquirir o cabaz por menos 67,56 euros. A diferença acumulada, nos últimos quatro anos, é de 35,99%.

Entre 2 e 9 de setembro, o carapau foi o produto que registou o maior aumento percentual, com uma subida de 23%, passando a custar 5,46 euros por quilograma. Seguiram-se a curgete, que aumentou 20%, para 2,15 euros, e o atum em posta com azeite, cujo preço subiu 17%, para 2,21 euros.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a DECO PROteste destaca o aumento do preço do carapau, que está 43% mais caro. O robalo subiu 30%, custando atualmente 10,48 euros por quilograma, enquanto o bacalhau graúdo aumentou 26%, para 20,06 euros por quilograma.

Desde que a análise começou, em janeiro de 2022, a carne de novilho para cozer foi o produto com o maior agravamento, tendo o preço aumentado 101%, para 11,72 euros por quilograma.

O bacalhau graúdo e a couve-coração registaram, durante o mesmo período, subidas de 89%. Atualmente, estes produtos custam, respetivamente, 20,06 euros por quilograma e 1,88 euros.

Segundo a DECO PROteste, os dados resultam da análise semanal dos preços de um conjunto de 63 produtos considerados essenciais, permitindo acompanhar a evolução dos custos da alimentação suportados pelas famílias portuguesas.

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