Segunda-feira, setembro 28, 2026 18:16
Economia

Benfica do Ribatejo vai ter ETAR praticamente nova em investimento integrado de seis milhões de euros

Por: Daniel Cepa 28 de setembro, 2026 3 minutos de leitura

A Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Benfica do Ribatejo, no concelho de Almeirim, vai ser alvo de uma profunda reabilitação para responder ao aumento dos caudais provocado pela expansão da rede de saneamento da localidade.

A intervenção integra um conjunto de três concursos públicos lançados pela Águas do Ribatejo, que abrangem também as ETAR de Muge e da Glória do Ribatejo, ambas no concelho de Salvaterra de Magos. O investimento global previsto para as três empreitadas ronda os seis milhões de euros.

Em declarações à agência Lusa, o diretor-geral da Águas do Ribatejo, Miguel Carrinho, explicou que a ETAR de Benfica do Ribatejo foi construída antes da criação da empresa intermunicipal e já não consegue dar uma resposta adequada às atuais necessidades da localidade.

A expansão da rede de saneamento provocou um aumento dos caudais encaminhados para a infraestrutura, tornando necessária uma intervenção profunda.

“O que chamamos uma reabilitação passará, na prática, por ter quase uma instalação totalmente nova e adaptada às exigências de hoje”, afirmou Miguel Carrinho.

As três infraestruturas abrangidas pelos concursos contam já com várias décadas de funcionamento. Apesar das intervenções pontuais realizadas ao longo dos anos, necessitam agora de obras estruturais para responder aos requisitos atuais e futuros relacionados com o tratamento das águas residuais.

“São investimentos absolutamente fundamentais para continuar a permitir à Águas do Ribatejo recolher e tratar de forma adequada as águas residuais que são produzidas naqueles locais”, salientou o diretor-geral.

Os projetos foram candidatados a financiamento comunitário através do programa Sustentável 2030, apoio que a Águas do Ribatejo considera decisivo para concretizar as três empreitadas.

“Estamos a falar de um valor na ordem dos seis milhões de euros, o que é um valor muito significativo para uma entidade gestora da nossa dimensão”, referiu Miguel Carrinho.

O responsável indicou que as obras deverão prolongar-se entre cerca de um ano e meio e pouco mais de dois anos, dependendo da complexidade de cada uma das intervenções.

Miguel Carrinho destacou que as intervenções assumem especial importância perante a entrada em vigor da nova diretiva europeia relativa às águas residuais urbanas, que reforça as exigências aplicáveis ao tratamento e controlo ambiental.

“Temos aqui um desafio acrescido nesta área, que decorre da entrada em vigor da nova Diretiva Europeia das Águas Residuais Urbanas”, afirmou, acrescentando que o cumprimento das novas regras exigirá “recursos financeiros muito significativos”.

Na ETAR de Muge, a tecnologia atualmente utilizada apresenta limitações, nomeadamente na desinfeção dos efluentes. A descarga junto de zonas consideradas sensíveis do ponto de vista hídrico obriga igualmente à introdução de novos processos de tratamento.

A ETAR da Glória do Ribatejo enfrenta dificuldades relacionadas com a antiguidade das instalações e com a necessidade de adaptação a normas ambientais mais exigentes do que aquelas que estavam em vigor no momento da sua construção.

Embora tenham um impacto direto nas três localidades, os investimentos deverão produzir benefícios ambientais em toda a região, uma vez que a melhoria do tratamento dos efluentes contribui para proteger as massas de água da Lezíria do Tejo.

A Águas do Ribatejo é uma empresa intermunicipal responsável pelos sistemas de abastecimento de água e saneamento de sete municípios da Lezíria do Tejo, servindo cerca de 140 mil habitantes.

C/Lusa

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