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Movimento Democrático de Mulheres alerta para crise no SNS que ameaça saúde materno-infantil

Por: Inês Ribeiro 24 de Março, 2026 2 Minutos de Leitura

A instabilidade no Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem afetado de forma significativa mulheres e crianças na região do Ribatejo. A intermitência das urgências hospitalares e a escassez de médicos de família têm colocado em risco a assistência materno-infantil, alerta o Movimento Democrático de Mulheres (MDM).

De acordo com o movimento, em comunicado ao Jornal O Almeirinense, a situação mais crítica verifica-se nos hospitais do Médio Tejo e da Lezíria, onde o encerramento rotativo dos blocos de parto é cada vez mais frequente. Esta realidade obriga grávidas em trabalho de parto a deslocações longas, muitas vezes até hospitais na Grande Lisboa, aumentando o risco clínico e o desgaste emocional das mães.

Na pediatria, unidades como a de Torres Novas têm enfrentado períodos de fecho ou funcionamento limitado, deixando famílias sem atendimento de proximidade em momentos de vulnerabilidade. Além disso, a urgência de obstetrícia e ginecologia do Hospital de Vila Franca de Xira encontra-se encerrada, sendo os casos encaminhados para o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, a cerca de 50 km, afetando também mulheres de concelhos como Benavente, Azambuja, Alenquer e Arruda dos Vinhos.

O problema não se limita aos hospitais. A falta crónica de médicos de família tem paralisado serviços essenciais, incluindo planeamento familiar e acompanhamento pré-natal. Consultas irregulares comprometem o acesso a métodos contraceptivos, aconselhamento especializado e a deteção precoce de riscos durante a gravidez, empurrando muitos casos para as já congestionadas urgências hospitalares.

O MDM alerta que a saúde não pode ser tratada como um recurso intermitente, sublinhando que a intermitência dos serviços viola direitos conquistados das mulheres e compromete a dignidade no acesso à saúde.

O movimento destaca que o desinvestimento no SNS tem impactos diretos na vida das populações de concelhos como Abrantes, Mação, Tomar e Santarém. A dificuldade em aceder a cuidados próximos transforma a saúde num desafio logístico, aumentando a ansiedade e o isolamento das grávidas.

Segundo especialistas e associações locais, soluções pontuais, como ajustes temporários nas escalas, não são suficientes. É necessário garantir a fixação de profissionais e assegurar que o local de nascimento de uma criança não dependa da disponibilidade de serviço num determinado dia.

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