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Editora histórica da Chamusca distinguida com Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores

Por: Inês Ribeiro 22 de Maio, 2026 2 Minutos de Leitura

A histórica Edições Cosmos, sediada na Chamusca, foi distinguida esta sexta-feira, dia 22 de maio, com a Medalha de Honra atribuída pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), numa cerimónia integrada nas comemorações do Dia do Autor Português e presidida pelo Presidente da República.

A distinção representa um reconhecimento nacional pelo percurso cultural e editorial de uma das mais antigas editoras portuguesas ainda em atividade, fundada em 1937 e considerada uma referência histórica da resistência intelectual ao Estado Novo.

A medalha foi entregue no âmbito das celebrações dos 101 anos da SPA, numa cerimónia realizada na Galeria Carlos Paredes, em Lisboa, onde foram homenageadas várias personalidades e instituições ligadas à cultura, ciência e comunicação social.

Fundada no rescaldo da repressão que se seguiu à revolta da Marinha Grande, em 1934, a editora nasceu por iniciativa de Manuel Rodrigues de Oliveira, antigo preso político no Tarrafal, depois de um desafio lançado por Bento Gonçalves para criar uma estrutura editorial capaz de reunir escritores, intelectuais e artistas opositores ao regime.

Ao longo das décadas, a Cosmos publicou nomes marcantes da cultura portuguesa, entre os quais Bento de Jesus Caraça, Agostinho da Silva, Irene Lisboa, Vitorino Magalhães Godinho e Fernando Lopes-Graça.

Prestes a desaparecer há cerca de três décadas, a editora acabou por ser recuperada por Joaquim Garrido, que desde então tem mantido viva a chancela editorial, preservando a sua independência numa altura em que o setor livreiro português passou a estar concentrado em grandes grupos económicos.

Além das Edições Cosmos, a Sociedade Portuguesa de Autores distinguiu com Medalhas de Honra Alberto Arons de Carvalho, Alexandre Monteiro, Américo Brás Carlos, a Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores (CISAC), Fátima Campos Ferreira, Francisco Fanhais, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Maria do Carmo Fonseca e Miguel Sousa Tavares.

Durante a cerimónia foram ainda atribuídos o Prémio Consagração de Carreira a Pedro Abrunhosa e o Prémio Vida e Obra a Sérgio Godinho. O Grande Prémio de Teatro Carlos Avilez foi entregue a Constança Bourgard.

A sessão terminou com uma atuação do pianista e compositor Filipe Raposo

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