Quarta-feira, agosto 26, 2026 12:29
Sociedade

Mortes por afogamento nos rios reforçam alerta em Almeirim e na região do Tejo

Por: Inês Ribeiro 26 de agosto, 2026 2 minutos de leitura

Portugal registou 92 mortes por afogamento entre janeiro e julho de 2026, o valor mais elevado dos últimos dez anos para o mesmo período. Os dados do Observatório do Afogamento da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS) colocam também em destaque os riscos associados aos rios, uma realidade particularmente relevante numa região como a Lezíria do Tejo.

Os números, ainda provisórios, representam um aumento de 15% face ao mesmo período de 2025, quando tinham sido registadas 80 mortes. Já em 2022, tinham sido registadas 88 mortes, o anterior valor mais elevado para este período.

Os rios foram o meio aquático com mais vítimas mortais nos primeiros sete meses do ano, com 35 casos, seguindo-se o mar, com 27. Em conjunto, estes dois meios concentraram 62 das 92 mortes registadas, correspondendo a 67,4% do total.

A proximidade ao rio Tejo e a existência de zonas ribeirinhas na região tornam estes dados particularmente relevantes para os concelhos da Lezíria do Tejo, incluindo Almeirim, onde a relação com o rio e com outros espaços aquáticos faz parte da realidade local. O próprio Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Almeirim identifica o risco de cheias e inundações associado à bacia do Tejo.

Apesar de os rios liderarem a lista, as mortes ocorreram numa grande variedade de espaços. O observatório contabilizou ainda seis mortes em barragens, seis em piscinas domésticas, cinco em poços, quatro em estradas inundadas, quatro em portos de abrigo e uma em lagoas, piscinas de aldeamentos turísticos, piscinas de uso público, tanques e valas.

A diversidade dos locais reforça o alerta de que o risco de afogamento não está limitado às praias ou a zonas balneares. A Direção-Geral da Saúde recomenda, entre outras medidas, não nadar sozinho, conhecer previamente a profundidade da água, evitar mergulhos em locais desconhecidos e manter as crianças sob supervisão direta junto da água.

A FEPONS sublinha que os dados do observatório são provisórios e poderão sofrer alterações à medida que novas ocorrências sejam identificadas e validadas, reforçando a importância da prevenção e da adoção de comportamentos seguros junto da água.

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