Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém desativou na quinta-feira, 27 de fevereiro, o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo, na sequência da descida dos caudais libertados pelas barragens e da redução do nível hidrométrico do rio.
Segundo avançou o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém, Manuel Jorge Valamatos, à agência Lusa, os caudais encontram-se atualmente “em cerca de mil metros cúbicos por segundo (m3/s), resultado das descargas das barragens a montante de Almourol e, como esta situação já se mantém há alguns dias, entendemos que deixa de fazer sentido este plano de emergência estar ativo”.
De acordo com o responsável, que preside também ao município de Abrantes, no Médio Tejo o rio regressou ao leito normal, embora na Lezíria persistam ainda algumas zonas inundadas e marcas da cheia.
“Há muitos sinais ainda da presença das cheias, pela destruição que as mesmas deixaram ao longo das margens do rio, mas as ribeiras já voltaram aos seus percursos normais. Os rios Tejo e Zêzere, embora ainda com níveis elevados, estão já muito longe de constituírem perigo para as nossas populações, e entendemos que não faz sentido continuar a manter o plano ativo”, reforçou à Lusa.
O plano especial, que prevê quatro níveis de alerta — azul, amarelo, laranja e vermelho (o mais grave) — foi ativado a 24 de janeiro no nível amarelo, devido ao aumento significativo dos caudais do Tejo, sobretudo dos provenientes de Espanha.
A 5 de fevereiro subiu para vermelho, quando foram registados 8.600 m3/s no ponto de medição de Almourol, atingindo o pico na madrugada de 6 de fevereiro, com 9.057 m3/s. O alerta desceu para amarelo a 16 de fevereiro, para azul no dia 21 e foi agora totalmente desativado.
Às 09h00 desta quinta-feira, o caudal em Almourol era de 1.037 m3/s, valor em linha com os últimos dias e muito abaixo dos máximos registados no início do mês.
Apesar da desativação do plano, mantêm-se constrangimentos em várias vias do distrito de Santarém, sobretudo na Lezíria do Tejo. Mais de uma centena de estradas continuam afetadas por submersões, abatimentos de via, movimentos de massa, colapso de infraestruturas e quedas de taludes, mantendo-se o apelo das autoridades à circulação com precaução e à utilização de percursos alternativos.
Com Lusa












