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Celestino Graça vai receber a título póstumo a Chave d’Ouro da Cidade de Santarém

Por: Daniel Cepa 03 de setembro, 2026 2 minutos de leitura

Celestino Graça vai ser distinguido, a título póstumo, com a Chave d’Ouro da Cidade de Santarém, a mais elevada distinção atribuída pelo Município. A homenagem terá lugar no dia 19 de março, Feriado Municipal, e reconhecerá o contributo de uma das figuras mais marcantes da história cultural e social de Santarém e do Ribatejo.

O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal de Santarém, João Teixeira Leite, durante o jantar de receção aos grupos estrangeiros participantes na 65.ª edição do Festival Celestino Graça, que decorre na cidade.

A proposta foi acolhida por todos os membros do Executivo Municipal e coloca Celestino Graça entre as personalidades distinguidas com a mais elevada condecoração do Município, juntando-se a Salgueiro Maia e Joaquim Veríssimo Serrão.

“Será Santarém a dizer-lhe obrigado. Obrigado pela visão, pela obra e pelo legado”, afirmou João Teixeira Leite durante o anúncio.

O presidente da Câmara Municipal de Santarém destacou a ligação de Celestino Graça à cidade e à identidade ribatejana.

“Falar de Celestino Graça é falar de Santarém. É falar do Ribatejo. É falar daquilo que somos, das nossas raízes, da nossa cultura e da nossa identidade”, referiu o autarca.

Considerado por João Teixeira Leite “um homem verdadeiramente à frente do seu tempo”, Celestino Graça destacou-se pela capacidade de iniciativa, pela visão e pela dedicação à região onde desenvolveu grande parte da sua atividade.

Foi um dos principais impulsionadores da Feira do Ribatejo, cuja primeira edição se realizou em 1954. O certame cresceu em dimensão e projeção até se transformar na atual Feira Nacional de Agricultura, contribuindo para afirmar Santarém como uma referência nacional no setor agrícola.

A intervenção de Celestino Graça foi igualmente determinante na promoção do folclore e da cultura popular ribatejana. Fundou e dinamizou grupos folclóricos e etnográficos, tendo dedicado uma parte importante da sua vida ao estudo, preservação e divulgação das tradições da região.

Através do seu trabalho, as danças, os trajes e a música ribatejana foram apresentados em diferentes regiões do país e além-fronteiras.

Celestino Graça esteve também na génese e dinamização do Festival Internacional de Folclore de Santarém, criado em 1953. A iniciativa continua a trazer à cidade grupos nacionais e estrangeiros e perpetua atualmente o seu nome.

O seu percurso ficou ainda ligado à construção da Monumental Praça de Toiros de Santarém, inaugurada em 1964 e que se tornou uma das referências da cidade.

Para João Teixeira Leite, a dimensão do legado deixado por Celestino Graça mede-se pela capacidade de transformar uma visão em projetos concretos e duradouros.

“Mas, acima de tudo, Celestino Graça teve uma qualidade que distingue os homens verdadeiramente grandes: sonhou Santarém maior do que a encontrou e teve a coragem de transformar esses sonhos em realidade”, assinalou o presidente da autarquia.

A declaração foi recebida com uma prolongada ovação, tendo os participantes no jantar aplaudido de pé a homenagem anunciada.

João Teixeira Leite considerou ainda que a atribuição da Chave d’Ouro representa um reconhecimento que ultrapassa a dimensão institucional.

“Será, acima de tudo, o nosso concelho a reconhecer formalmente aquilo que há muito vive no coração dos escalabitanos: Celestino Graça foi, é e continuará a ser um dos grandes nomes da história de Santarém”, concluiu.

A Chave d’Ouro da Cidade de Santarém será entregue, a título póstumo, durante as comemorações do Feriado Municipal, no dia 19 de março.

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