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Desporto

Chagas: Família do apito

Por: Daniel Cepa 17 de Janeiro, 2026 2 Minutos de Leitura

Paulo Chagas, Catarina e Sofia formam uma equipa de arbitragem invulgar no futebol. Pais e filhas juntam-se numa das mais difíceis tarefas no mundo desportivo.

Nesta conversa a quatro, começamos pelo mais velho. Paulo Chagas, conhecido por projetos como o Bolo Rei recordista no tamanho ou a qualidade do escangalhado, reconhecido a nível nacional.

“Sempre gostei de apitar. Eu já ia apitar jogos e torneios amigáveis. Entretanto, na época passada, houve alteração na idade limite para tirar o curso e tenho de acompanhar as miúdas de um lado para o outro”, começa por explicar.

Paulo Chagas, quando era miúdo, chegou a jogar até junior no Massamá, mas “tinha pouco habilidade para jogar,  tinha mais jeito para chamar nomes ao árbitro”, confessa com um sorriso.

Esta experiência, mesmo que ainda curta, “tem corrido muito bem.. boas arbitragens… muito correto e isento de polémicas”.  O pai analisa a prestação da equipa: “tem corrido tudo bem. Os que já me conhecem gabam-me a coragem e os que não me conhecem, no final do jogo, dão-me os parabéns.”

Ao lado, a ouvir atentamente Paulo, estão Catarina e Sofia. As duas hesitam em quem começa a responder.

Catarina, que estuda no curso profissional de técnico de acão educativa começa. “Já arbitrava jogos com o pai e ele aconselhou-me a ir tirar o curso e comecei a gostar muito. Cada vez tenho mais experiências com diferentes colegas. É incrível conhecer as várias versões que têm de ver os jogos.”

O objetivo é ambicioso e claro e quero “cada vez subir mais e, um dia, tornar-me arbitra de nacional.”

Sofia estuda no curso técnico de massagem estética e bem-estar na escola profissional de Tremês. Tem como referências na arbitragem a Matilde Maia, o Afonso Maia e o Luis Ferreira.

Hoje estamos juntos porque há uma família invulgar, mas no dia de jogos, não se tratam de assuntos de casa. “Quando vou para um jogo, tanto com a minha irmã como com os meus pais, os assuntos familiares nunca vão para os jogos.”

Apesar de os árbitros serem constantemente alvo de criticas, para Sofia a “experiência tem sido incrível. Tenho conhecido pessoas novas, tenho conseguido lidar com as emoções e isso tem-me feito crescer imenso como árbitra, mas também como pessoa.”

Quanto aos objetivos, a mesma ambição: “Os meus objetivos são subir mais alto e tornar-me árbitra nacional.”

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