A rápida subida dos caudais do rio Tejo e dos seus afluentes, provocada pela chuva intensa e persistente e pelas descargas das barragens a montante, colocou toda a bacia do Tejo em alerta máximo de cheias, com impacto no concelho de Almeirim.
Segundo a Proteção Civil, nas próximas horas o caudal do Tejo deverá aumentar dos atuais 5.000 m³/s para cerca de 9.000 m³/s, um agravamento considerado muito sério, com risco elevado de inundações rápidas em zonas ribeirinhas e áreas habitualmente inundáveis. Em Almeirim, a subida das águas pode vir a isolar o lugar da Tapada e provocar corte à circulação do trânsito, nomeadamente a EN114 entre Almeirim e Santarém.
As autoridades alertam para a possibilidade de evacuações preventivas nas zonas mais vulneráveis e apelam à adoção imediata de medidas de autoproteção. A população é aconselhada a retirar bens, viaturas, máquinas agrícolas e animais das zonas baixas, evitar deslocações para áreas ribeirinhas e nunca atravessar vias alagadas, mesmo que a água pareça pouco profunda.

Em Santarém, a Câmara Municipal e a Proteção Civil emitiram um aviso urgente, determinando a evacuação obrigatória, nas próximas horas, das populações das zonas ribeirinhas das Caneiras, Ribeira de Santarém (até à linha do caminho de ferro) e São Vicente do Paul – Reguengo do Alviela. Outras áreas como Vale de Figueira (zona da Secágro) e Alfange podem também ser afetadas.
Em Santarém foi ainda decidido o encerramento de todas as escolas esta sexta-feira, 6 de fevereiro, por razões de segurança. Está igualmente preparado um Centro de Acolhimento Temporário no Pavilhão Municipal, a partir das 16h00, para residentes sem apoio familiar.
Os meios de Proteção Civil encontram-se no terreno, com equipas permanentes de monitorização, apoio às evacuações e controlo da circulação. Foi também reaberta excecionalmente a Passagem de Nível do Peso para permitir a saída da população das Caneiras.
As autoridades garantem acompanhamento contínuo da situação e apelam ao sentido de responsabilidade de todos. A evolução do caudal do Tejo exige rapidez na proteção de pessoas e bens e o cumprimento rigoroso das indicações oficiais para minimizar riscos e prejuízos.
A população deve manter-se informada através dos canais dos Municípios e da Proteção Civil.











